
Com o método clínico piagetiano temos a possibilidade de conhecer em qual estádio de desenvolvimento a criança se encontra. Através das leituras sugeridas para entendermos cada um destes estádios, pudemos perceber que a passagem de um estádio para o outro independe da idade cronológica, mas sim depende da maturação, que varia de acordo com os estímulos e vivências obtidas por esta criança.
Sabendo-se que, desntro de uma sala de aula, mesmo com a maioria dos alunos em faixa etária semelhantes/próximas, possivelmente teremos alunos em diferentes estádios, como trabalharmos conteúdos tido como base para a série? Os conteúdos e objetivos são elaborados de forma generalizada e não de acordo com a meturação individual. Acredito que deva haver uma reformulação neste sentido.
Cito como exemplo um fato ocorrido em minha escola: No início deste anos letivo nos reunimos por série para analisarmos o plano de estudo do ano anterior e realizar algumas modificações se necessário fosse. Neste ano estou com regência no 2º ano e qual foi minha surpresa ao ver que estava listado como conteúdo para a série multiplicação e divisão. Em consenso, decidimos retirar estes conteúdos, pois a nosso ver, o 2º ano ainda é alfabetização. No ano anterior, era regente no 1º ano e com minhas turmas desenvolvi como conteúdo de matemática a seriação, a classificação, a relação número e quantidade. Até introduzi a subtração e adição (com resultados até 10), porém sempre utilizando material concreto e para o registro apenas na forma de sentença matemática (sem armar cálculo). Por ter vivenciado esta realidade no ano passado, me perguntava: Como estes alunos conseguiriam realizar multiplicações e divisões?! Não que eu esteja subestimando estes alunos, mas acredito que a grande maioria não estaria maduro para isto.