Estamos chegando ao final de curso, curso este que me propiciou um novo olhar para a educação, que me tornou sem dúvida mais qualificada e ao mesmo tempo mais segura por agora atuar embasada teoricamente.
Durante todas as etapas deste curso fomos instigados a relacionar as teorias estudas com as práticas vivenciadas, relações feitas através de muita reflexão sobre as práticas educativas.
Ao retornar a cada eixo pude perceber a evolução que obtive, pois pouco a pouco minhas reflexões postadas começavam a ganhar mais consistência, assim podendo avaliar meu crescimento como educadora e educanda.
Tenho certeza que daqui para frente continuarei utilizando esta auto avaliação tão necessária para que possamos perceber os pontos falhos para que possamos aparar as arestas que possivelmente possa existir.
Tenho consciência de que houve muitas mudanças internas e externas. Que hoje não sou a mesma pessoa que fui ontem e que não serei a mesma pessoa amanhã, que devo sempre estar disposta à mudança e nunca acomodada, repousada no "saber", pois na vida tudo é movimento, então, não posso eu ficar estagnada!
Mesmo este curso tendo sido realizado na modalidade à distância, em muitos momentos me senti acarinhada, apoiada... Houve inúmeras trocas de experiências, conselhos, palavras amigas.
Ter feito parte do PEAD foi uma experiência única que guardarei para sempre em minhas lembranças.
Agradeço a todos: professores, tutores, orientadores e colegas pelo tempo despendido, pela colaboração, pelo carinho, pelo respeito, pela seriedade. Enfim, agradeço a todos por terem feito parte de minha história, de minha conquista.
sábado, dezembro 11, 2010
domingo, novembro 28, 2010
EIXO VIII: APRENDIZAGENS, DESCOBERTAS E OBSTÁCULOS DE MAIOR RELEVÂNCIA PARA O MEU DESENVOLVIMENTO COMO PROFESSORA
Na aula presencial com os orientadores de estágio verifiquei que o projeto de estágio exigia mais itens e que a arquitetura seria uma das estratégias a serem colocadas em prática, pois tinha que contemplar os objetivos da série.
Tive que encontrar uma maneira de reformular o tema proposto sem desmerecer o interesse de meus alunos. Entrei em conflito, pois a única forma era eleger como tema: "Construindo nossos conhecimentos sobre os animais", pois parecia um tema muito tradicional. Tive que refletir muito sobre o assunto e ter cuidado na elaboração da justificativa da escolha do tema e nos objetivos gerais para não passar a impressão de que sou conteudista, pois afinal ia interligar o interesse de meus alunos a um assunto a ser desenvolvido na série. Decidi então trabalhar o conteúdo animais não de uma forma imposta, mas sim de acordo com os interesses que foram surgindo, fazendo relações entre cada animal que decidiram conhecer e ou ampliar seus conhecimentos para descobrir suas semelhanças e diferenças, conscientizando-os da preservação dos mesmos por descobrirem a importância de cada animal para o meio ambiente.
Desenvolvendo este conteúdo de forma democrática, onde se faz presente a construção do conhecimento, pois os alunos decidem sobre o que querem aprender e juntos ao professor buscam o conhecimento através de levantamento de hipóteses, de observações e de pesquisas fiquei longe do modelo tradicional. Retomando a leitura do texto “A dialogicidade – essência da educação como prática da liberdade” sugerida na interdisciplina do eixo VII -Didática, Planejamento e avaliação / Enfoque Temático 5, Temas Geradores é que pude constatar que trilhei o caminho certo. Nesta leitura, Freire aponta que: “Para o educador - educando, dialógico, problematizador, o conteúdo programático da educação não é uma doação ou uma imposição - um conjunto de informes a ser depositado nos educandos - mas a devolução organizada, sistematizada e acrescentada ao povo daqueles elementos que este lhe entregou de forma desestruturada”. (FREIRE, 1987, p.47)
Mesmo apoiada pela fundamentação teórica de Paulo Freire, Piaget e Decroly, por trazerem o sujeito como o centro da aprendizagem, contemplando os interesses, as hipóteses levantadas pelos alunos, as suas observações e pesquisas, a autonomia na escolha do que desejam pesquisar - com a finalidade de propiciar aos alunos um ambiente onde a aprendizagem se construa e se efetive de forma reflexiva e significativa por todos os envolvidos perceberem-se agentes construtores do saber,- no início senti muita insegurança. Primeiramente por ter consciência que a turma com a qual iria desenvolver este projeto vinha de uma realidade contrária a tudo isto, pois iniciaram o seu processo de alfabetização com o programa Alfa e Beto, com o qual deverão continuar ao longo dos anos iniciais. Particularmente não o aprovo, pois o mesmo não dá abertura para a exploração da curiosidade dos alunos nem tão pouco valoriza a realidade destes. Suas aulas vêm prontas devendo ser seguidas rigorosamente. Por conseqüência disto, os alunos apresentariam dificuldades em demonstrar autonomia, espírito investigativo, criatividade, tomada de consciência dentre outras habilidades necessárias para o desenvolvimento desta proposta de estágio. Mas percebi que tais habilidades quando provocadas desenvolvem-se naturalmente, ou seja, se não houvesse ousado por em prática o PA como arquitetura pedagógica, meus alunos permaneceriam estagnados na posição de meros receptores do saber.
Seguindo-se a questão do uso das mídias, que muito foi relatado nos ambientes virtuais: laboratório de informática impossibilitado de uso por necessitar de melhorias na rede elétrica e sem acesso à internet, a princípio sem previsão da disponibilidade deste espaço; sala de áudio visual com muita concorrência tornando-se complicado o agendamento mais contínuo.Mas felizmente estas situações que apontei como possíveis entraves para o bom andamento de meu projeto serviram apenas para que eu pudesse perceber que quando se tem uma questão norteadora, as barreiras que possivelmente possamos encontrar pelo caminho são contornáveis e chegamos sempre onde desejamos: o aprendizado significativo, encontrando sempre um aspecto positivo, mesmo que mínimo a primeira vista, mas que se torna gratificante e nos encoraja a seguir em frente. Tenho consciência que foi somente através das reflexões exigidas semanalmente que pude concluir o que explicitei acima, pois a cada semana me surpreendia com o que vivenciava junto de meus alunos.
Tive que encontrar uma maneira de reformular o tema proposto sem desmerecer o interesse de meus alunos. Entrei em conflito, pois a única forma era eleger como tema: "Construindo nossos conhecimentos sobre os animais", pois parecia um tema muito tradicional. Tive que refletir muito sobre o assunto e ter cuidado na elaboração da justificativa da escolha do tema e nos objetivos gerais para não passar a impressão de que sou conteudista, pois afinal ia interligar o interesse de meus alunos a um assunto a ser desenvolvido na série. Decidi então trabalhar o conteúdo animais não de uma forma imposta, mas sim de acordo com os interesses que foram surgindo, fazendo relações entre cada animal que decidiram conhecer e ou ampliar seus conhecimentos para descobrir suas semelhanças e diferenças, conscientizando-os da preservação dos mesmos por descobrirem a importância de cada animal para o meio ambiente.
Desenvolvendo este conteúdo de forma democrática, onde se faz presente a construção do conhecimento, pois os alunos decidem sobre o que querem aprender e juntos ao professor buscam o conhecimento através de levantamento de hipóteses, de observações e de pesquisas fiquei longe do modelo tradicional. Retomando a leitura do texto “A dialogicidade – essência da educação como prática da liberdade” sugerida na interdisciplina do eixo VII -Didática, Planejamento e avaliação / Enfoque Temático 5, Temas Geradores é que pude constatar que trilhei o caminho certo. Nesta leitura, Freire aponta que: “Para o educador - educando, dialógico, problematizador, o conteúdo programático da educação não é uma doação ou uma imposição - um conjunto de informes a ser depositado nos educandos - mas a devolução organizada, sistematizada e acrescentada ao povo daqueles elementos que este lhe entregou de forma desestruturada”. (FREIRE, 1987, p.47)
Mesmo apoiada pela fundamentação teórica de Paulo Freire, Piaget e Decroly, por trazerem o sujeito como o centro da aprendizagem, contemplando os interesses, as hipóteses levantadas pelos alunos, as suas observações e pesquisas, a autonomia na escolha do que desejam pesquisar - com a finalidade de propiciar aos alunos um ambiente onde a aprendizagem se construa e se efetive de forma reflexiva e significativa por todos os envolvidos perceberem-se agentes construtores do saber,- no início senti muita insegurança. Primeiramente por ter consciência que a turma com a qual iria desenvolver este projeto vinha de uma realidade contrária a tudo isto, pois iniciaram o seu processo de alfabetização com o programa Alfa e Beto, com o qual deverão continuar ao longo dos anos iniciais. Particularmente não o aprovo, pois o mesmo não dá abertura para a exploração da curiosidade dos alunos nem tão pouco valoriza a realidade destes. Suas aulas vêm prontas devendo ser seguidas rigorosamente. Por conseqüência disto, os alunos apresentariam dificuldades em demonstrar autonomia, espírito investigativo, criatividade, tomada de consciência dentre outras habilidades necessárias para o desenvolvimento desta proposta de estágio. Mas percebi que tais habilidades quando provocadas desenvolvem-se naturalmente, ou seja, se não houvesse ousado por em prática o PA como arquitetura pedagógica, meus alunos permaneceriam estagnados na posição de meros receptores do saber.
Seguindo-se a questão do uso das mídias, que muito foi relatado nos ambientes virtuais: laboratório de informática impossibilitado de uso por necessitar de melhorias na rede elétrica e sem acesso à internet, a princípio sem previsão da disponibilidade deste espaço; sala de áudio visual com muita concorrência tornando-se complicado o agendamento mais contínuo.Mas felizmente estas situações que apontei como possíveis entraves para o bom andamento de meu projeto serviram apenas para que eu pudesse perceber que quando se tem uma questão norteadora, as barreiras que possivelmente possamos encontrar pelo caminho são contornáveis e chegamos sempre onde desejamos: o aprendizado significativo, encontrando sempre um aspecto positivo, mesmo que mínimo a primeira vista, mas que se torna gratificante e nos encoraja a seguir em frente. Tenho consciência que foi somente através das reflexões exigidas semanalmente que pude concluir o que explicitei acima, pois a cada semana me surpreendia com o que vivenciava junto de meus alunos.
sábado, novembro 20, 2010
EIXO VIII: ESTÁGIO TENDO O PA COMO A ARQUITETURA DE MAIOR IMPACTO SOBRE A APRENDIZAGEM DOS ALUNOS MARCANDO A MAIOR INOVAÇÃO PEDAGÓGICA NA SALA DE AULA
Realizei meu projeto de estágio com minha turma de segundo ano da Escola Estadual de Educação Básica Professor Gentil Viegas Cardoso, situada no município de Alvorada. Desde o princípio tinha como objetivo desenvolver meu projeto de estágio tendo como fio condutor um assunto que surgisse da curiosidade de meus alunos, o que exigiu de mim uma postura ainda mais atenta e aberta, além de muita persistência e domínio da ansiedade.
A primeira possibilidade surgiu ao recebermos um aluno portador de subvisão, o qual possuía materiais adaptados: caderno com linhas mais grossas e escuras, tendo um maior espaço entre elas e lupa. Os alunos manusearam a lupa percebendo o aumento das letras, porém, logo saciaram a curiosidade frente ao novo, sem questionamentos. Poderia tê-los instigado, mas já que desejava algo realmente inovador, deveria ser algo espontâneo, sem que fossem induzidos ou condicionados.
Então, passado alguns dias, a caminho do refeitório, perceberam a existência de uma casa de João-de-barro construída na janela de uma das salas de aula. Ao perguntarem se era uma cachopa de marimbondo, automaticamente respondi que era uma casa de João-de-barro. Quando percebi que outras questões foram levantadas como: “O que é João-de-barro?” “De que é feita a casa?” “Como foi construída e porque lá?” “A chuva desmancha a casa?” decidi que minha arquitetura pedagógica partiria desta situação, propondo a eles de sermos os investigadores e encontrarmos juntos estas respostas, o que foi aceito com brilho nos olhos e muita euforia.
Para Schank e Birnbaun“Um aspecto central da inteligência é a necessidade de gerar questões e responder a elas. Nenhuma entidade pode aprender sem gerar para si mesma a necessidade de conhecer”. (Schank e Birnbaun, 1996, p. 88)
Esta motivação foi o que me levou a decidir como arquitetura pedagógica o PA (projeto de aprendizagem) da turma, tornando-se ele o carro chefe do projeto de estágio em si, pois foi através dele que nos impulsionamos a buscar e a compartilhar novas aprendizagens. Desta forma “o estudante envolvido no processo de aprendizagem significativa participa dele ativamente, assimilando conteúdos que lhes são significativos, transferindo-os às situações posteriores.” (GUEDES, 1981, p.41)
A princípio pensava que todo o nosso estágio estaria voltado ao desenvolvimento de uma arquitetura pedagógica. Então, observei meus alunos para descobrir os seus interesses. Ao vê-los motivados sobre o João Barro e sua casa decidi aproveitar esta motivação para construirmos o PA da turma.
A primeira possibilidade surgiu ao recebermos um aluno portador de subvisão, o qual possuía materiais adaptados: caderno com linhas mais grossas e escuras, tendo um maior espaço entre elas e lupa. Os alunos manusearam a lupa percebendo o aumento das letras, porém, logo saciaram a curiosidade frente ao novo, sem questionamentos. Poderia tê-los instigado, mas já que desejava algo realmente inovador, deveria ser algo espontâneo, sem que fossem induzidos ou condicionados.
Então, passado alguns dias, a caminho do refeitório, perceberam a existência de uma casa de João-de-barro construída na janela de uma das salas de aula. Ao perguntarem se era uma cachopa de marimbondo, automaticamente respondi que era uma casa de João-de-barro. Quando percebi que outras questões foram levantadas como: “O que é João-de-barro?” “De que é feita a casa?” “Como foi construída e porque lá?” “A chuva desmancha a casa?” decidi que minha arquitetura pedagógica partiria desta situação, propondo a eles de sermos os investigadores e encontrarmos juntos estas respostas, o que foi aceito com brilho nos olhos e muita euforia.
Para Schank e Birnbaun“Um aspecto central da inteligência é a necessidade de gerar questões e responder a elas. Nenhuma entidade pode aprender sem gerar para si mesma a necessidade de conhecer”. (Schank e Birnbaun, 1996, p. 88)
Esta motivação foi o que me levou a decidir como arquitetura pedagógica o PA (projeto de aprendizagem) da turma, tornando-se ele o carro chefe do projeto de estágio em si, pois foi através dele que nos impulsionamos a buscar e a compartilhar novas aprendizagens. Desta forma “o estudante envolvido no processo de aprendizagem significativa participa dele ativamente, assimilando conteúdos que lhes são significativos, transferindo-os às situações posteriores.” (GUEDES, 1981, p.41)
A princípio pensava que todo o nosso estágio estaria voltado ao desenvolvimento de uma arquitetura pedagógica. Então, observei meus alunos para descobrir os seus interesses. Ao vê-los motivados sobre o João Barro e sua casa decidi aproveitar esta motivação para construirmos o PA da turma.
sexta-feira, novembro 12, 2010
FALANDO MAIS SOBRE O EIXO VII
Durante o semestre pude vislumbrar a importância de se trabalhar com conteúdos de forma interdisciplinar, primando pela articulação entre os mesmos, pois faz com que os alunos possam ter acesso globalizado as diversas formas de ensino, mantendo um olhar crítico e desafiador perante a aprendizagem.
Tendo como suporte as estratégias pedagógicas imensamente difundidas no Seminário Integrador, baseando-se em informações sobre arquitetura pedagógica. Conforme Piaget (1985 a) uma aprendizagem significativa necessita de atitude investigativa, permitindo que os sujeitos realizem experimentações, simulações em busca de soluções para questões imprescindíveis ao seu aprendizado. Para um fazer pedagógico consciente é preciso criar e reinventar as arquiteturas pedagógicas, inserindo uma bagagem disciplinar fundamental à proposição de novas didáticas e a melhor orientação aos educandos. Enfim, através da utilização das arquiteturas pedagógicas, estamos agregando um ensino focado numa visão interdisciplinar, na qual amplia-se o diálogo necessário entre as áreas do conhecimento para desenvolver uma aprendizagem crítica e reflexiva, pois os educandos serão agentes do processo ensino aprendizagem.
Na interdisciplina Seminário Integrador VII fomos instigadas a elencar elementos constitutivos de um trabalho diferenciado, descrevendo-os ao passo em que deveríamos explicitar a importância dos mesmos para a aprendizagem, bem como expor as críticas e sugestões correspondentes a cada elemento elencado.
Realizamos leituras sobre o conhecimento prévio, projetos de aprendizagens, o pensamento infantil, arquiteturas pedagógicas e aprendendo a pensar. Sendo estas leituras subsídios para a construção desta atividade.
Tivemos que criar uma arquitetura a ser desenvolvida com nossos alunos, que mais tarde a aplicação passou a ser opcional. Meu grupo optou por não aplicá-la, acredito que por receio do resultado não ser satisfatório. Agora, passado o tempo, percebo que pecamos nesta escolha, pois deixamos o receio nos acometer.
Se houvéssemos posto em prática poderíamos ter avaliado melhor a arquitetura criada, já que só podemos avaliar o que desejamos quando colocamos em ação, em movimento. Poderíamos ter nos surpreendido e, mesmo que a arquitetura não acontecesse como gostaríamos, teríamos a possibilidade de perceber os pontos falhos, aperfeiçoando – o para nova aplicação.
Neste semestre tivemos que escolher uma das postagens colocadas em nossos blogs que para nós estivesse em nível de excelência. Escolhi então a postagem que fala sobre o centro de interesse, pois este tema privilegia todos os conceitos trabalhados neste semestre. Ao desenvolver projetos pautados no centro de interesse dos alunos, estamos valorizando a multiplicidade cultural ao mesmo tempo em que se desenvolve no aluno o respeito à identidade de cada indivíduo que compõe a turma. Deste modo, o educando tem a possibilidade de agregar valores a tudo o que foi aprendido em sala de aula, apropriando-se do saber de forma crítica e reflexiva, levando à prática do letramento, que para Freire é a aquisição da escrita como uma parte discursiva, na medida em que possibilita uma leitura crítica da realidade, se constitui como um importante instrumento de resgate da cidadania e que reforça o engajamento do cidadão nos movimentos sociais que lutam pela melhoria da qualidade de vida e pela transformação social.
Tendo como suporte as estratégias pedagógicas imensamente difundidas no Seminário Integrador, baseando-se em informações sobre arquitetura pedagógica. Conforme Piaget (1985 a) uma aprendizagem significativa necessita de atitude investigativa, permitindo que os sujeitos realizem experimentações, simulações em busca de soluções para questões imprescindíveis ao seu aprendizado. Para um fazer pedagógico consciente é preciso criar e reinventar as arquiteturas pedagógicas, inserindo uma bagagem disciplinar fundamental à proposição de novas didáticas e a melhor orientação aos educandos. Enfim, através da utilização das arquiteturas pedagógicas, estamos agregando um ensino focado numa visão interdisciplinar, na qual amplia-se o diálogo necessário entre as áreas do conhecimento para desenvolver uma aprendizagem crítica e reflexiva, pois os educandos serão agentes do processo ensino aprendizagem.
Na interdisciplina Seminário Integrador VII fomos instigadas a elencar elementos constitutivos de um trabalho diferenciado, descrevendo-os ao passo em que deveríamos explicitar a importância dos mesmos para a aprendizagem, bem como expor as críticas e sugestões correspondentes a cada elemento elencado.
Realizamos leituras sobre o conhecimento prévio, projetos de aprendizagens, o pensamento infantil, arquiteturas pedagógicas e aprendendo a pensar. Sendo estas leituras subsídios para a construção desta atividade.
Tivemos que criar uma arquitetura a ser desenvolvida com nossos alunos, que mais tarde a aplicação passou a ser opcional. Meu grupo optou por não aplicá-la, acredito que por receio do resultado não ser satisfatório. Agora, passado o tempo, percebo que pecamos nesta escolha, pois deixamos o receio nos acometer.
Se houvéssemos posto em prática poderíamos ter avaliado melhor a arquitetura criada, já que só podemos avaliar o que desejamos quando colocamos em ação, em movimento. Poderíamos ter nos surpreendido e, mesmo que a arquitetura não acontecesse como gostaríamos, teríamos a possibilidade de perceber os pontos falhos, aperfeiçoando – o para nova aplicação.
Neste semestre tivemos que escolher uma das postagens colocadas em nossos blogs que para nós estivesse em nível de excelência. Escolhi então a postagem que fala sobre o centro de interesse, pois este tema privilegia todos os conceitos trabalhados neste semestre. Ao desenvolver projetos pautados no centro de interesse dos alunos, estamos valorizando a multiplicidade cultural ao mesmo tempo em que se desenvolve no aluno o respeito à identidade de cada indivíduo que compõe a turma. Deste modo, o educando tem a possibilidade de agregar valores a tudo o que foi aprendido em sala de aula, apropriando-se do saber de forma crítica e reflexiva, levando à prática do letramento, que para Freire é a aquisição da escrita como uma parte discursiva, na medida em que possibilita uma leitura crítica da realidade, se constitui como um importante instrumento de resgate da cidadania e que reforça o engajamento do cidadão nos movimentos sociais que lutam pela melhoria da qualidade de vida e pela transformação social.
segunda-feira, novembro 01, 2010
FALANDO SOBRE OS PRINCIPAIS CONCEITOS PRESENTES NO EIXO VII
As interdisciplinas que compuseram o eixo VII foram: Seminário Integrador VII; Didática, Planejamento e Avaliação; Linguagem e Educação; Educação de Jovens e Adultos no Brasil e Educação e LIBRAS.
Identifiquei como principais conceitos neste semestre à contextualização, os centros de interesse, o letramento, a identidade e a especificidade cultural. Estes estiveram presentes em todas as interdisciplinas de forma que se complementavam.
A especificidade cultural e a identidade devem ser reconhecidas e valorizadas de forma a estarem contextualizadas no ambiente escolar, sendo possível esta contextualização através da utilização dos centros de interesse e do letramento.
No decorrer deste semestre fomos levados a conhecer a especificidade cultural presentes nas classes de jovens e adultos, podendo caracterizar estes educandos como excluídos da escola regular, pertencentes a uma classe social menos favorecida. Mas embora apresentem esta hegemonia, possuem heterogeneidade por pertencerem a cleros, etnias variadas, enfim, por possuírem culturas diferentes, sendo necessário um olhar mais atento e respeitoso por parte dos educadores para utilizar estas diferenças, esta multiplicidade cultural em prol do aprendizado e troca de conhecimentos, valendo-se das diversas vivências deste grupo para resgatar a auto-estima destes cidadãos que, por muito tempo viveram na situação de excluídos da sociedade, podendo vivenciar e praticar neste momento atos democráticos, onde lerão o seu mundo, buscando meios de interagir para modificar o que for necessário. Com isto deixando a situação de excluído da sociedade, passando à situação de agente ativo da mesma, por agora possuir voz e vez.
O tema “educação de jovens e adultos” nos remete primordialmente a uma questão de especificidade cultural. O primeiro traço cultural relevante para esses jovens e adultos é a sua condição de excluídos da escola regular. Um segundo ponto a ser mencionado é o fato de que a escola funciona com base em regras específicas e com uma linguagem particular que deve ser conhecida por aqueles que nela estão envolvidos. Por fim, o último elemento diz respeito às possíveis relações entre a cultura e a produção de diferentes modos de funcionamento intelectual, o que se organiza a partir de três formas de compreensão: a que afirma a existência da diferença entre membros de diferentes grupos culturais, a que busca negar a importância da diferença e a que recupera a idéia da diferença em outro plano. (OLIVEIRA, Marta Kohl de. Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem. Revista Brasileira de Educação, Set./Out./Nove./ Dez. 1999, n. 12, p. 59-73.)
Também foi nos propiciado o conhecimento da história dos surdos, fazendo-nos perceber que os mesmos possuem língua e cultura própria. Estas questões históricas devem ser conhecidas por nós educadores, pois devemos compreender que estes alunos são capazes de se comunicarem e interagirem, que são indivíduos com especificidades culturais como qualquer outro educando. Cabe a nós educadores estarmos abertos a esta especificidade, trazendo a mesma para nossas salas de aula quando nos depararmos com alunos surdos.
Muitas pessoas pensam que as línguas de sinais são um sistema de comunicação superficial, com conteúdo restrito, sendo estética, expressiva e linguisticamente inferior ao sistema de comunicação oral. (QUADROS & KARNOPP, 2004). Os surdos possuem uma língua, uma cultura, questões históricas as quais merecem ser consideradas e estudadas por todos nós. É um erro comum dizer: "linguagem de sinais". O correto é língua de sinais, do mesmo modo que não se diz “linguagem portuguesa” ou “linguagem alemã”, mas sim língua portuguesa e língua alemã.
Ao mesmo tempo, houve uma profunda reflexão sobre letramento, ficando evidenciado o quão importante é utilizarmos a contextualização social, ou seja, usar o conhecimento que o educando já possui de sua vivência e sua relação com a língua escrita para assim alfabetizar letrando, contemplando a diversidade cultural e a multiplicidade de relações sociais. Dessa forma, nós educadores devemos investigar as práticas sociais que fazem parte do cotidiano do aluno, adequando-as à sala de aula e aos conteúdos a serem desenvolvidos; reconhecer aquilo que o educando já possui de conhecimento empírico, respeitando-o; desenvolver uma metodologia avaliativa, atentando-se para a pluralidade de vozes, a variedade de discursos e linguagens diferentes, na qual se avalia de forma individual, levando em consideração as peculiaridades de cada indivíduo.
Formas de letramento e alfabetismo, contextualizadas culturalmente, povoam esse mundo letrado do século XXI, com divulgação impressa, digital e eletrônica, através de outdoors, filmes, músicas, propagandas, desenhos, jogos infantis, etc. São marcas e produtos que alfabetizam crianças, jovens e adultos por meio do uso dessas novas tecnologias. (Trindade, 2005, p. 130)
Por isso, devemos pensar no planejamento de forma a valorizar os centros de interesses dos alunos, o que nos levará a conhecer as especificidades culturais presentes na turma, bem como a identidade de cada educando, ao mesmo tempo em que possibilitará a valorização do contexto destes durante o processo de ensino aprendizagem, tornando este processo significativo por estimular a ação-reflexão-ação, pois estes alunos observam o seu modo de vida, o contexto em que estão inseridos para poder transformar-se e agir de forma a melhorá-lo.
Planejar é a constante busca de aliar o "para quê" ao "como", através da qual a observação criteriosa e investigativa torna-se, também, elemento indissociável do processo (RODRIGUES, 2001).
Identifiquei como principais conceitos neste semestre à contextualização, os centros de interesse, o letramento, a identidade e a especificidade cultural. Estes estiveram presentes em todas as interdisciplinas de forma que se complementavam.
A especificidade cultural e a identidade devem ser reconhecidas e valorizadas de forma a estarem contextualizadas no ambiente escolar, sendo possível esta contextualização através da utilização dos centros de interesse e do letramento.
No decorrer deste semestre fomos levados a conhecer a especificidade cultural presentes nas classes de jovens e adultos, podendo caracterizar estes educandos como excluídos da escola regular, pertencentes a uma classe social menos favorecida. Mas embora apresentem esta hegemonia, possuem heterogeneidade por pertencerem a cleros, etnias variadas, enfim, por possuírem culturas diferentes, sendo necessário um olhar mais atento e respeitoso por parte dos educadores para utilizar estas diferenças, esta multiplicidade cultural em prol do aprendizado e troca de conhecimentos, valendo-se das diversas vivências deste grupo para resgatar a auto-estima destes cidadãos que, por muito tempo viveram na situação de excluídos da sociedade, podendo vivenciar e praticar neste momento atos democráticos, onde lerão o seu mundo, buscando meios de interagir para modificar o que for necessário. Com isto deixando a situação de excluído da sociedade, passando à situação de agente ativo da mesma, por agora possuir voz e vez.
O tema “educação de jovens e adultos” nos remete primordialmente a uma questão de especificidade cultural. O primeiro traço cultural relevante para esses jovens e adultos é a sua condição de excluídos da escola regular. Um segundo ponto a ser mencionado é o fato de que a escola funciona com base em regras específicas e com uma linguagem particular que deve ser conhecida por aqueles que nela estão envolvidos. Por fim, o último elemento diz respeito às possíveis relações entre a cultura e a produção de diferentes modos de funcionamento intelectual, o que se organiza a partir de três formas de compreensão: a que afirma a existência da diferença entre membros de diferentes grupos culturais, a que busca negar a importância da diferença e a que recupera a idéia da diferença em outro plano. (OLIVEIRA, Marta Kohl de. Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem. Revista Brasileira de Educação, Set./Out./Nove./ Dez. 1999, n. 12, p. 59-73.)
Também foi nos propiciado o conhecimento da história dos surdos, fazendo-nos perceber que os mesmos possuem língua e cultura própria. Estas questões históricas devem ser conhecidas por nós educadores, pois devemos compreender que estes alunos são capazes de se comunicarem e interagirem, que são indivíduos com especificidades culturais como qualquer outro educando. Cabe a nós educadores estarmos abertos a esta especificidade, trazendo a mesma para nossas salas de aula quando nos depararmos com alunos surdos.
Muitas pessoas pensam que as línguas de sinais são um sistema de comunicação superficial, com conteúdo restrito, sendo estética, expressiva e linguisticamente inferior ao sistema de comunicação oral. (QUADROS & KARNOPP, 2004). Os surdos possuem uma língua, uma cultura, questões históricas as quais merecem ser consideradas e estudadas por todos nós. É um erro comum dizer: "linguagem de sinais". O correto é língua de sinais, do mesmo modo que não se diz “linguagem portuguesa” ou “linguagem alemã”, mas sim língua portuguesa e língua alemã.
Ao mesmo tempo, houve uma profunda reflexão sobre letramento, ficando evidenciado o quão importante é utilizarmos a contextualização social, ou seja, usar o conhecimento que o educando já possui de sua vivência e sua relação com a língua escrita para assim alfabetizar letrando, contemplando a diversidade cultural e a multiplicidade de relações sociais. Dessa forma, nós educadores devemos investigar as práticas sociais que fazem parte do cotidiano do aluno, adequando-as à sala de aula e aos conteúdos a serem desenvolvidos; reconhecer aquilo que o educando já possui de conhecimento empírico, respeitando-o; desenvolver uma metodologia avaliativa, atentando-se para a pluralidade de vozes, a variedade de discursos e linguagens diferentes, na qual se avalia de forma individual, levando em consideração as peculiaridades de cada indivíduo.
Formas de letramento e alfabetismo, contextualizadas culturalmente, povoam esse mundo letrado do século XXI, com divulgação impressa, digital e eletrônica, através de outdoors, filmes, músicas, propagandas, desenhos, jogos infantis, etc. São marcas e produtos que alfabetizam crianças, jovens e adultos por meio do uso dessas novas tecnologias. (Trindade, 2005, p. 130)
Por isso, devemos pensar no planejamento de forma a valorizar os centros de interesses dos alunos, o que nos levará a conhecer as especificidades culturais presentes na turma, bem como a identidade de cada educando, ao mesmo tempo em que possibilitará a valorização do contexto destes durante o processo de ensino aprendizagem, tornando este processo significativo por estimular a ação-reflexão-ação, pois estes alunos observam o seu modo de vida, o contexto em que estão inseridos para poder transformar-se e agir de forma a melhorá-lo.
Planejar é a constante busca de aliar o "para quê" ao "como", através da qual a observação criteriosa e investigativa torna-se, também, elemento indissociável do processo (RODRIGUES, 2001).
domingo, outubro 31, 2010
FALANDO UM POUCO MAIS SOBRE INCLUSÃO
Durante o semestre trabalhamos com textos que nos levaram a reflexões sobre a educação de pessoas com necessidades educacionais especiais e os mesmos foram de grande valia para amenizar nossos anseios a este assunto até então desconhecido em sua teoria. Seria ainda mais valioso se em nossas escolas utilizassem os dias de formação durante o recesso para debatermos sobre este assunto tão próximo de nossas realidades escolares para que todos os envolvidos na educação tomassem conhecimento do mesmo, pois os fariam olhar os alunos com NEES inclusos em nossas escolas, compreendendo e respeitando seus tempos/ritmos, repensando a avaliação, oportunizando a valorização das habilidades e competências desses alunos e conhecendo a lei que, aluno com laudo deve avançar quando demonstrado progresso por menor que pareça.
Como muito mencionei nos fóruns desta interdisciplina, tinha um aluno com NEES, com o qual realizei meu estudo de caso. L, embora não podendo ser comparado com os demais alunos, demonstrou grandes avanços em seu aprendizado. Por motivo do deslocamento de placenta de sua mãe nasceu prematuro, contraindo infecção hospitalar, sendo detectado tetraparalisia,iniciando a caminhar aos 2 anos. Conversava muito com a professora do ano anterior e com estas conversas, percebi que progressos significativos em seu desenvolvimento: no ano anterior não conseguia ler palavras simples, não conseguia escrever respeitando a linha do caderno, já neste ano, escreve respeitando a linha do caderno, reconhece o alfabeto na letra cursiva, transferindo as palavras para letra bastão e assim consegue ler as palavras simples. Adaptava as atividades para letra bastão para que assim pudesse realizá-las (no quadro escrevia com a cursiva e passava para o seu caderno na letra bastão para que assim pudesse realizar as atividades propostas). Percebendo estes progressos fiquei segura de avançá-lo para a série seguinte, mas ao mesmo tempo angustiada quando me questionava: será que ele será respeitado em seu tempo, será que serão adaptadas as atividades?
Tranqüilizei-me ao vê-lo na turma da professora Ilsa, que também é minha colega no PEAD, pois tinha certeza de que ela, por conhecer esta realidade, saberia compreender suas limitações, ao mesmo tempo em que saberia estimulá-lo para que seus progressos continuassem acontecendo.
Mas sei que a angústia que sentia acompanha agora a colega Ilsa. Por este motivo acho necessária a informação aos demais professores sobre esta realidade para que seja possível a continuidade de seu progresso no transcorrer de sua escolaridade.
Como muito mencionei nos fóruns desta interdisciplina, tinha um aluno com NEES, com o qual realizei meu estudo de caso. L, embora não podendo ser comparado com os demais alunos, demonstrou grandes avanços em seu aprendizado. Por motivo do deslocamento de placenta de sua mãe nasceu prematuro, contraindo infecção hospitalar, sendo detectado tetraparalisia,iniciando a caminhar aos 2 anos. Conversava muito com a professora do ano anterior e com estas conversas, percebi que progressos significativos em seu desenvolvimento: no ano anterior não conseguia ler palavras simples, não conseguia escrever respeitando a linha do caderno, já neste ano, escreve respeitando a linha do caderno, reconhece o alfabeto na letra cursiva, transferindo as palavras para letra bastão e assim consegue ler as palavras simples. Adaptava as atividades para letra bastão para que assim pudesse realizá-las (no quadro escrevia com a cursiva e passava para o seu caderno na letra bastão para que assim pudesse realizar as atividades propostas). Percebendo estes progressos fiquei segura de avançá-lo para a série seguinte, mas ao mesmo tempo angustiada quando me questionava: será que ele será respeitado em seu tempo, será que serão adaptadas as atividades?
Tranqüilizei-me ao vê-lo na turma da professora Ilsa, que também é minha colega no PEAD, pois tinha certeza de que ela, por conhecer esta realidade, saberia compreender suas limitações, ao mesmo tempo em que saberia estimulá-lo para que seus progressos continuassem acontecendo.
Mas sei que a angústia que sentia acompanha agora a colega Ilsa. Por este motivo acho necessária a informação aos demais professores sobre esta realidade para que seja possível a continuidade de seu progresso no transcorrer de sua escolaridade.
sábado, outubro 30, 2010
RETORNANDO AO SEMESTRE VI
Durante o VI semestre as interdisciplinas que o compuseram (Educação de Pessoas com Necessidades Especiais, Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II, Filosofia da Educação, Questões Étnico-raciais: Sociologia e História e Seminário Integrador) nos fizeram transitar sobre os conceitos inclusão, identidades, diversidade, discriminação especiais, necessidades educacionais, estigma, preconceito, etnia, autoria, cooperação, morais, aprendizagens, princípios, convivência, desenvolvimento, autonomia e conflitos. Conceitos estes que vivenciamos em nosso cotidiano escolar, os quais devemos identificá-los e trabalhá-los de modo coerente.
Todas as interdisciplinas utilizaram fóruns, acredito que por se tratar de conceitos polêmicos, que necessitam tanto de leituras, reflexões e debates. Foi um semestre de muita interação, pois foi nos possibilitado conhecer não só a teoria, mas o posicionamento dos colegas frente às questões estudadas, questionando-os, concordando ou refutando com os posicionamentos existentes. Enfim, vivenciando a diversidade, respeitando a posição do outro e com esta interação acrescemos conhecimento.
Ao realizar a leitura dos textos " Jean Itard e Victor do Aveyron: uma experiência pedagógica do século XIX e suas repercussões" e " História, deficiência e educação especial" solicitada pela interdisciplina Educação de Pessoas com Necessidades Especiais e pude perceber que teve-se uma longa caminhada até se chegar a "inclusão". Porém sabemos que estamos longe de ver a inclusão propriamente dita, pois nossas escolas não estão preparadas e tão pouco nós profissionais nos sentimos seguros para esta tarefa, falta-nos preparação (formação especializada), apoio pedagógico, que muitas vezes nos falta até mesmo para atender alunos não portadores de necessidades especiais.
A caminhada ainda não chegou ao fim e devemos lutar para que a lei seja aplicada na sua íntegra, ou seja, que haja inclusão no ensino regular, mas que o governo dê meios para que a escola receba este aluno com todo o aparato ao qual ele precisa pra se desenvolver.
Tendo como pressuposto que, no âmbito da educação inclusiva, um fator de grande importância é o espaço, o ambiente e os recursos que devem ser acessíveis e responder às necessidades de cada aluno. Portanto, a acessibilidade dos materiais pedagógicos, dos espaços e o investimento nos profissionais que fazem a educação, criam condições para que o aluno com necessidades especiais participem do processo educativo dentro da escola regular.
Uma nova questão está posta: não cabe ao aluno se adaptar à escola, a escola é que deve se adaptar às exigências de toda a sua comunidade.
Para tanto é necessário que a escola se torne inclusiva, não só na estrutura física, mas nas práticas de ensino.
No meu ponto de vista, a formação para trabalhar com alunos com necessidades especiais é ter especialização nesta área, conhecendo não só as deficiências, mas também saber a forma mais adequada para trabalhar com alunos portadores das mesmas, para assim ter segurança nas metodologias utilizadas. Se, ao menos tivéssemos na escola palestras com especialistas para sermos orientados, ouvidos, amenizaria nossa angústia.
Entendo como primordial, o atendimento deste aluno não apenas por parte do professor, mas como um trabalho em conjunto: professor, especialista, família, escola e Estado (que deveria fornecer às escolas com alunos com NEES sala de recursos, intérprete -se fosse o caso) para o desenvolvimento deste aluno como um todo.
Concluo que, enquanto o professor contar apenas com sua boa vontade, sem todo o aparato necessário, permaneceremos " incluindo" estes alunos com NEES apenas no espaço físico (que ainda pode estar adaptado a ele ou não) e sua aprendizagem cognitiva e ou psicomotora não se desenvolver como deveria. Acredito que a aprendizagem de alunos com NEES ocorre, devido as suas deficiências, de forma gradativa e lenta, com algumas limitações.
OBS: O trabalho desenvolvido com estes alunos deve ser permeado de muito diálogo e encontro com o especialista que os trata / acompanha ( neuro, fono, psicopedagoga...), não se resumindo em pareceres do professor quanto a postura do aluno a ser enviado a tal especialista, sem o retorno do mesmo para as possíveis soluções das dificuldades encontradas por estes alunos ( dicas para o professor tentar desenvolver as habilidades destes).
Todas as interdisciplinas utilizaram fóruns, acredito que por se tratar de conceitos polêmicos, que necessitam tanto de leituras, reflexões e debates. Foi um semestre de muita interação, pois foi nos possibilitado conhecer não só a teoria, mas o posicionamento dos colegas frente às questões estudadas, questionando-os, concordando ou refutando com os posicionamentos existentes. Enfim, vivenciando a diversidade, respeitando a posição do outro e com esta interação acrescemos conhecimento.
Ao realizar a leitura dos textos " Jean Itard e Victor do Aveyron: uma experiência pedagógica do século XIX e suas repercussões" e " História, deficiência e educação especial" solicitada pela interdisciplina Educação de Pessoas com Necessidades Especiais e pude perceber que teve-se uma longa caminhada até se chegar a "inclusão". Porém sabemos que estamos longe de ver a inclusão propriamente dita, pois nossas escolas não estão preparadas e tão pouco nós profissionais nos sentimos seguros para esta tarefa, falta-nos preparação (formação especializada), apoio pedagógico, que muitas vezes nos falta até mesmo para atender alunos não portadores de necessidades especiais.
A caminhada ainda não chegou ao fim e devemos lutar para que a lei seja aplicada na sua íntegra, ou seja, que haja inclusão no ensino regular, mas que o governo dê meios para que a escola receba este aluno com todo o aparato ao qual ele precisa pra se desenvolver.
Tendo como pressuposto que, no âmbito da educação inclusiva, um fator de grande importância é o espaço, o ambiente e os recursos que devem ser acessíveis e responder às necessidades de cada aluno. Portanto, a acessibilidade dos materiais pedagógicos, dos espaços e o investimento nos profissionais que fazem a educação, criam condições para que o aluno com necessidades especiais participem do processo educativo dentro da escola regular.
Uma nova questão está posta: não cabe ao aluno se adaptar à escola, a escola é que deve se adaptar às exigências de toda a sua comunidade.
Para tanto é necessário que a escola se torne inclusiva, não só na estrutura física, mas nas práticas de ensino.
No meu ponto de vista, a formação para trabalhar com alunos com necessidades especiais é ter especialização nesta área, conhecendo não só as deficiências, mas também saber a forma mais adequada para trabalhar com alunos portadores das mesmas, para assim ter segurança nas metodologias utilizadas. Se, ao menos tivéssemos na escola palestras com especialistas para sermos orientados, ouvidos, amenizaria nossa angústia.
Entendo como primordial, o atendimento deste aluno não apenas por parte do professor, mas como um trabalho em conjunto: professor, especialista, família, escola e Estado (que deveria fornecer às escolas com alunos com NEES sala de recursos, intérprete -se fosse o caso) para o desenvolvimento deste aluno como um todo.
Concluo que, enquanto o professor contar apenas com sua boa vontade, sem todo o aparato necessário, permaneceremos " incluindo" estes alunos com NEES apenas no espaço físico (que ainda pode estar adaptado a ele ou não) e sua aprendizagem cognitiva e ou psicomotora não se desenvolver como deveria. Acredito que a aprendizagem de alunos com NEES ocorre, devido as suas deficiências, de forma gradativa e lenta, com algumas limitações.
OBS: O trabalho desenvolvido com estes alunos deve ser permeado de muito diálogo e encontro com o especialista que os trata / acompanha ( neuro, fono, psicopedagoga...), não se resumindo em pareceres do professor quanto a postura do aluno a ser enviado a tal especialista, sem o retorno do mesmo para as possíveis soluções das dificuldades encontradas por estes alunos ( dicas para o professor tentar desenvolver as habilidades destes).
quarta-feira, outubro 20, 2010
PA: DO V SEMESTRE AO ESTÁGIO E AO TCC!
No eixo V foi nos propiciado pela interdisciplina Seminário Integrador o conhecimento de uma arquitetura pedagógica denominada PA (Projeto de Aprendizagem), sendo esta uma inovação, pois o aluno se torna o sujeito do processo de aprendizagem, possibilitando assim a interação do aluno com o próprio conhecimento.
Enquanto alunas, fomos “desafiadas”, no bom sentido da palavra, a construir um PA a partir de questões (curiosidades peculiares). Para tanto os grupos de trabalhos foram formados por questões/curiosidades afins.
Fiz parte do grupo estrela, o qual todas as integrantes mostraram-se comprometidas na busca de respostas às dúvidas existentes, ao mesmo tempo em que colocávamos à prova as certezas provisórias que tínhamos sobre o assunto.
Por se tratar de um projeto criado com base em nossos interesses, este transcorreu de forma prazerosa, resultando em uma aprendizagem significativa, pois esta foi construída e não transmitida.
De tão significativa que foi esta experiência, optei por desenvolver esta arquitetura em meu estágio. Já que havia sido “desafiada” enquanto aluna, por vontade própria me “desafiei” enquanto educadora.
Estou construindo meu TCC com a finalidade de defender esta arquitetura que rompe com os padrões de ensino, que para os dias atuais estão ultrapassados.
Em minha escola esta prática repercutiu de forma positiva, pois era visível a todos que dela fazem parte, a empolgação de meus alunos no desenvolvimento do projeto. Projeto este que rompeu com os limites da sala de aula, pois a questão norteadora do mesmo surgiu do entorno escolar (casa do João-de-barro construída na janela do prédio), tornando-se necessária a observação tanto da casa quanto desta ave que vivia nos arredores.
Relato inúmeras vezes esta experiência em meu Blog. Para acesso rápido deixo para os interessados os links:
1ª postagem
2ª postagem
3ª postagem
4ª postagem
5ª postagem
6ª postagem
7ª postagem
8ª postagem
Enquanto alunas, fomos “desafiadas”, no bom sentido da palavra, a construir um PA a partir de questões (curiosidades peculiares). Para tanto os grupos de trabalhos foram formados por questões/curiosidades afins.
Fiz parte do grupo estrela, o qual todas as integrantes mostraram-se comprometidas na busca de respostas às dúvidas existentes, ao mesmo tempo em que colocávamos à prova as certezas provisórias que tínhamos sobre o assunto.
Por se tratar de um projeto criado com base em nossos interesses, este transcorreu de forma prazerosa, resultando em uma aprendizagem significativa, pois esta foi construída e não transmitida.
De tão significativa que foi esta experiência, optei por desenvolver esta arquitetura em meu estágio. Já que havia sido “desafiada” enquanto aluna, por vontade própria me “desafiei” enquanto educadora.
Estou construindo meu TCC com a finalidade de defender esta arquitetura que rompe com os padrões de ensino, que para os dias atuais estão ultrapassados.
Em minha escola esta prática repercutiu de forma positiva, pois era visível a todos que dela fazem parte, a empolgação de meus alunos no desenvolvimento do projeto. Projeto este que rompeu com os limites da sala de aula, pois a questão norteadora do mesmo surgiu do entorno escolar (casa do João-de-barro construída na janela do prédio), tornando-se necessária a observação tanto da casa quanto desta ave que vivia nos arredores.
Relato inúmeras vezes esta experiência em meu Blog. Para acesso rápido deixo para os interessados os links:
1ª postagem
2ª postagem
3ª postagem
4ª postagem
5ª postagem
6ª postagem
7ª postagem
8ª postagem
quarta-feira, outubro 13, 2010
RETOMANDO O EIXO V E SUAS APRENDIZAGENS
As interdisciplinas desenvolvidas neste eixo - Seminário Integrador, Pscicologia da Vida Adulta, Projeto Pedagógico em Ação, organização e Gestão da Educação e Organização da Escola - tiveram como foco a escola na qual trabalhamos.
Tivemos a oportunidade de analisar e até mesmo “conhecer” melhor a escola, sua organização e gestão, vê-la como um espaço de convívio e aprendizagem, na qual ocorrem conflitos típicos da vida adulta e desafios na relação professor-aluno e com possibilidades de descobertas e inovações do aluno e do professor.
Em um dos trabalhos da interdisciplina Organização do Ensino Fundamental relatei que minha escola (E. E. de Ed. Básica Profº Gentil Viegas Cardoso) esteve bem próxima de uma gestão democrática, pois o PPP e o Regimento foram construídos num primeiro momento com a participação de toda a comunidade escolar, sendo propiciados momentos de estudos para pôr em prática o mesmo. Havia se decidido por uma escola progressista, tendo como fins: vivenciar a filosofia da escola diariamente; formar alunos críticos, responsáveis, criativos, conscientes, motivados e participativos; proporcionar ao aluno o desenvolvimento da capacidade de atuar como agente transformador do contexto público social; integrar família-escola-sociedade. Construído assim uma educação libertadora. Infelizmente, nos dias de hoje, nada restou, pois a cada ano que se passou, houve modificações: algumas delas foram o retorno à nota (foi decidido sem a presença dos pais e alunos) e a extinção da progressão (foi imposta). Contrariando os fins elaborados em nosso regimento escolar. Cabe neste momentoo a citação de Neusa Chaves Batista, no texto A gestão democrática como modelo institucionalizado de administração da educação:
“(...) não basta estatuir normas formais para democratizar a gestão da escola, é preciso democratizar as práticas de toda a comunidade escolar, e para tal, é preciso encarar a democracia como um princípio ético-político que necessita ser cultivado em todos os espaços de relações sociais.”
Sabendo-se que a escola é um ambiente de convívio e que ao convivermos com pessoas de diferentes visões é natural que surjam conflitos. Nós devemos ter consciência de que os conflitos são necessários para que haja modificações na forma de ser, pensar e agir. Somos seres com diferentes viveres e saberes e não podemos desfazer do valor da experiência individual de cada integrante do grupo. Todos têm a contribuir para a melhoria do ambiente escolar. Enquanto educadora, devo respeitar o pluralismo de idéias não só de colegas de profissão como também ter um olhar atento aos educandos, oportunizar aos mesmos espaços para expor suas idéias e criticidade. Se a relação entre educador e educando ocorre de forma horizontal, obtém-se respeito e harmonia entre ambos e que, se há abertura para a discussão de assuntos, estaremos fazendo com que a turma se veja como um grupo e perceba que vai haver divergências que deverão ser respeitadas. Como diz Maturana (2001, p.43) “(...) Diferentes verdades existem, como tantos sujeitos existem, e devem ser respeitadas.”
Sempre inicio o ano letivo com a construção de regras de convivência, onde os próprios alunos refletem sobre o que é necessário para a melhor convivência do grupo. Percebo que, quando estas regras são construídas por eles são realmente consideradas, pois se sentem na “obrigação” de cumprí-las e se fossem impostas talvez não tivessem efeitos positivos. Desta forma, vejo que estou contribuindo para que a democracia seja vivenciada por meus alunos, pois lhes dou autonomia na tomada de decisões. Como cita Maturana, no texto Aprendizagem na vida adulta de Tânia Beatriz Iwaszko Marques, a educação é um “processo em que a criança ou o adulto convive com o outro e, ao conviver com o outro, se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o do outro”. (Maturana 2001, p. 29).
Sendo a escola um espaço de aprendizagens, descobertas e inovações do aluno e do professor, nós educadores devemos propiciar em nossa sala de aula momentos em que o aluno tenha a possibilidade de pesquisar assuntos de seus interesses, bem como modificar a nossa prática docente. Sabendo-se que não somos os detentores do saber, não podemos agir como transmissores do conhecimento, pois só há conhecimento e aprendizagem efetiva quando há espaço para pesquisas, buscas... Enfim, envolvimento. Neste semestre, na interdisciplina trabalhamos no PA (projetos de aprendizagem) ao qual se formou os grupos pelas dúvidas e interesses comuns sobre determinado assunto. Este foi desenvolvido pelo meu grupo com muito entusiasmo. Durante o desenvolvimento do PA, fomos esclarecendo as dúvidas temporárias e obtivemos muitas outras descobertas sobre o assunto escolhido. Acredito que quando há interesse sobre o assunto a ser pesquisado, a motivação nos impulsiona a ir além e que quando há pesquisas e trocas, a aprendizagem ocorre de forma efetiva. Contudo, concluo que o conhecimento deve ser construído e que nós, enquanto educadores, devemos utilizar projetos semelhantes a este em nossas turmas, para que construam e sintam-se parte realmente integrante no processo de ensino-aprendizagem. Houve uma época em que na minha escola trabalhava-se com temas geradores, temas estes, escolhidos pelos alunos do ensino fundamental das séries finais e ensino médio. Este projeto com tema gerador tinha a duração de um semestre. O objetivo deste era desenvolver as aprendizagens numa proposta interdisciplinar e toda a escola deveria seguir. Porém, a meu ver, para os alunos do ensino fundamental séries iniciais, esta prática não surtia tanto efeito, pois os temas geradores nem sempre eram de interesse dos mesmos. Isto por não participarem do momento de decisão, ou seja, para eles este projeto era imposto. Como vimos dentro de nossa turma de graduação surgiram variados interesses e com isto, dentro do grande grupo, formaram-se pequenos grupos de acordo com os interesses comuns. Isto comprova que em um grupo haverá sempre diferentes interesses e que estes devem ser valorizados. Não devemos achar que fazendo uma pesquisa, com votações onde será eleito o interesse da maioria para desenvolver um projeto seja o bastante para a aprendizagem ocorrer, pois para alguns do grupo, este projeto não será significativo, nem mesmo motivador.
Tivemos a oportunidade de analisar e até mesmo “conhecer” melhor a escola, sua organização e gestão, vê-la como um espaço de convívio e aprendizagem, na qual ocorrem conflitos típicos da vida adulta e desafios na relação professor-aluno e com possibilidades de descobertas e inovações do aluno e do professor.
Em um dos trabalhos da interdisciplina Organização do Ensino Fundamental relatei que minha escola (E. E. de Ed. Básica Profº Gentil Viegas Cardoso) esteve bem próxima de uma gestão democrática, pois o PPP e o Regimento foram construídos num primeiro momento com a participação de toda a comunidade escolar, sendo propiciados momentos de estudos para pôr em prática o mesmo. Havia se decidido por uma escola progressista, tendo como fins: vivenciar a filosofia da escola diariamente; formar alunos críticos, responsáveis, criativos, conscientes, motivados e participativos; proporcionar ao aluno o desenvolvimento da capacidade de atuar como agente transformador do contexto público social; integrar família-escola-sociedade. Construído assim uma educação libertadora. Infelizmente, nos dias de hoje, nada restou, pois a cada ano que se passou, houve modificações: algumas delas foram o retorno à nota (foi decidido sem a presença dos pais e alunos) e a extinção da progressão (foi imposta). Contrariando os fins elaborados em nosso regimento escolar. Cabe neste momentoo a citação de Neusa Chaves Batista, no texto A gestão democrática como modelo institucionalizado de administração da educação:
“(...) não basta estatuir normas formais para democratizar a gestão da escola, é preciso democratizar as práticas de toda a comunidade escolar, e para tal, é preciso encarar a democracia como um princípio ético-político que necessita ser cultivado em todos os espaços de relações sociais.”
Sabendo-se que a escola é um ambiente de convívio e que ao convivermos com pessoas de diferentes visões é natural que surjam conflitos. Nós devemos ter consciência de que os conflitos são necessários para que haja modificações na forma de ser, pensar e agir. Somos seres com diferentes viveres e saberes e não podemos desfazer do valor da experiência individual de cada integrante do grupo. Todos têm a contribuir para a melhoria do ambiente escolar. Enquanto educadora, devo respeitar o pluralismo de idéias não só de colegas de profissão como também ter um olhar atento aos educandos, oportunizar aos mesmos espaços para expor suas idéias e criticidade. Se a relação entre educador e educando ocorre de forma horizontal, obtém-se respeito e harmonia entre ambos e que, se há abertura para a discussão de assuntos, estaremos fazendo com que a turma se veja como um grupo e perceba que vai haver divergências que deverão ser respeitadas. Como diz Maturana (2001, p.43) “(...) Diferentes verdades existem, como tantos sujeitos existem, e devem ser respeitadas.”
Sempre inicio o ano letivo com a construção de regras de convivência, onde os próprios alunos refletem sobre o que é necessário para a melhor convivência do grupo. Percebo que, quando estas regras são construídas por eles são realmente consideradas, pois se sentem na “obrigação” de cumprí-las e se fossem impostas talvez não tivessem efeitos positivos. Desta forma, vejo que estou contribuindo para que a democracia seja vivenciada por meus alunos, pois lhes dou autonomia na tomada de decisões. Como cita Maturana, no texto Aprendizagem na vida adulta de Tânia Beatriz Iwaszko Marques, a educação é um “processo em que a criança ou o adulto convive com o outro e, ao conviver com o outro, se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o do outro”. (Maturana 2001, p. 29).
Sendo a escola um espaço de aprendizagens, descobertas e inovações do aluno e do professor, nós educadores devemos propiciar em nossa sala de aula momentos em que o aluno tenha a possibilidade de pesquisar assuntos de seus interesses, bem como modificar a nossa prática docente. Sabendo-se que não somos os detentores do saber, não podemos agir como transmissores do conhecimento, pois só há conhecimento e aprendizagem efetiva quando há espaço para pesquisas, buscas... Enfim, envolvimento. Neste semestre, na interdisciplina trabalhamos no PA (projetos de aprendizagem) ao qual se formou os grupos pelas dúvidas e interesses comuns sobre determinado assunto. Este foi desenvolvido pelo meu grupo com muito entusiasmo. Durante o desenvolvimento do PA, fomos esclarecendo as dúvidas temporárias e obtivemos muitas outras descobertas sobre o assunto escolhido. Acredito que quando há interesse sobre o assunto a ser pesquisado, a motivação nos impulsiona a ir além e que quando há pesquisas e trocas, a aprendizagem ocorre de forma efetiva. Contudo, concluo que o conhecimento deve ser construído e que nós, enquanto educadores, devemos utilizar projetos semelhantes a este em nossas turmas, para que construam e sintam-se parte realmente integrante no processo de ensino-aprendizagem. Houve uma época em que na minha escola trabalhava-se com temas geradores, temas estes, escolhidos pelos alunos do ensino fundamental das séries finais e ensino médio. Este projeto com tema gerador tinha a duração de um semestre. O objetivo deste era desenvolver as aprendizagens numa proposta interdisciplinar e toda a escola deveria seguir. Porém, a meu ver, para os alunos do ensino fundamental séries iniciais, esta prática não surtia tanto efeito, pois os temas geradores nem sempre eram de interesse dos mesmos. Isto por não participarem do momento de decisão, ou seja, para eles este projeto era imposto. Como vimos dentro de nossa turma de graduação surgiram variados interesses e com isto, dentro do grande grupo, formaram-se pequenos grupos de acordo com os interesses comuns. Isto comprova que em um grupo haverá sempre diferentes interesses e que estes devem ser valorizados. Não devemos achar que fazendo uma pesquisa, com votações onde será eleito o interesse da maioria para desenvolver um projeto seja o bastante para a aprendizagem ocorrer, pois para alguns do grupo, este projeto não será significativo, nem mesmo motivador.
quinta-feira, outubro 07, 2010
EIXO IV: CONCEITOS DE ESPAÇO E TEMPO
No eixo IV tivemos contato com as novas linguagens que mostraram modos de compreender e representar o mundo.
Este eixo foi composto pelas seguintes interdisciplinas Representação do Mundo pelas Ciências Naturais; Representação do Mundo pelos Estudos Sociais; Representação do Mundo pela Matemática, além do Seminário Integrador IV.
Cada uma destas interdisciplinas contribuiu com uma visão de mundo, com uma experiência que nos possibilitou o conhecimento de outras formas de leitura do universo que nos cerca.
Em cada uma delas, os conceitos espaço e tempo foram abordados por diferentes prismas.
Ao pensarmos em espaço e tempo devemos vê-los como algo presente em nossas vidas a todo instante. Ocupamos um espaço onde acontecimentos influenciam em nosso desenvolvimento, portanto, o tempo é uma construção sócio cultural.
Em minha época de estudante, o conhecimento era apenas transmitido e nos restava “decorar” o que nos era passado. Por esta vivência, enquanto educadora, mesmo sem embasamento teórico, procurava sempre que possível trabalhar com meus alunos de forma diferente da qual vivenciei, procurando sempre torná-los críticos, relacionando presente, passado e futuro.
Foi importante saber que as perspectivas de espaço e tempo podem e devem ser trabalhadas de forma integrada. Como por exemplo, na matemática desenvolve-se a noção de tempo com os trabalhos diários com os horários (rotina escolar: horário de banheiro, de refeitório, de recreio, de entrada e de saída), em ciências a questão do dia, da noite, dos ciclos da natureza, estações do ano e em estudos sociais as relações entre presente, passado e futuro.
Ao aplicar o projeto solicitado pela interdisciplina Representação do Mundo pelas Ciências Naturais, sobre o ciclo da natureza, onde escolhi trabalhar sobre o ciclo da água, , bem como ao desenvolver a atividade linha do tempo com os alunos, onde os mesmo foram instigados a realizar uma retorspectiva histórica de suas vidas e estruturá-la em uma ordem cronológica, ficou aparente a relação de espaço e tempo.
Este eixo foi composto pelas seguintes interdisciplinas Representação do Mundo pelas Ciências Naturais; Representação do Mundo pelos Estudos Sociais; Representação do Mundo pela Matemática, além do Seminário Integrador IV.
Cada uma destas interdisciplinas contribuiu com uma visão de mundo, com uma experiência que nos possibilitou o conhecimento de outras formas de leitura do universo que nos cerca.
Em cada uma delas, os conceitos espaço e tempo foram abordados por diferentes prismas.
Ao pensarmos em espaço e tempo devemos vê-los como algo presente em nossas vidas a todo instante. Ocupamos um espaço onde acontecimentos influenciam em nosso desenvolvimento, portanto, o tempo é uma construção sócio cultural.
Em minha época de estudante, o conhecimento era apenas transmitido e nos restava “decorar” o que nos era passado. Por esta vivência, enquanto educadora, mesmo sem embasamento teórico, procurava sempre que possível trabalhar com meus alunos de forma diferente da qual vivenciei, procurando sempre torná-los críticos, relacionando presente, passado e futuro.
Foi importante saber que as perspectivas de espaço e tempo podem e devem ser trabalhadas de forma integrada. Como por exemplo, na matemática desenvolve-se a noção de tempo com os trabalhos diários com os horários (rotina escolar: horário de banheiro, de refeitório, de recreio, de entrada e de saída), em ciências a questão do dia, da noite, dos ciclos da natureza, estações do ano e em estudos sociais as relações entre presente, passado e futuro.
Ao aplicar o projeto solicitado pela interdisciplina Representação do Mundo pelas Ciências Naturais, sobre o ciclo da natureza, onde escolhi trabalhar sobre o ciclo da água, , bem como ao desenvolver a atividade linha do tempo com os alunos, onde os mesmo foram instigados a realizar uma retorspectiva histórica de suas vidas e estruturá-la em uma ordem cronológica, ficou aparente a relação de espaço e tempo.
quinta-feira, setembro 30, 2010
REVIVENDO COM PRAZER AS ATIVIDADES DO EIXO III
Depois de dois semestres, o primeiro cheios de desafios tecnológicos e adaptação a esta nova realidade e o segundo assim como o primeiro, repleto de leituras densas, mas extremamente necessárias para o nosso crescimento e qualificação profissional, eis que chega o semestre mais prazeroso, onde há um misto de lúdico e cultura!
As interdisciplinas que compuseram este semestre foram:
Artes Visuais – que nos possibilitou a visita à Bienal, acrescentando cultura por estarmos em contato direto com obras de artes. Mesmo já tendo realizado este tipo de visitação me senti maravilhada com esta experiência, que encontrei uma maneira de levar meus alunos e propiciar aos mesmos este contato, que para muitos foi a primeira!
Esta interdisciplina veio a enriquecer meu fazer pedagógico, pois abriu um leque de possibilidades para elaborar e desenvolver as aulas de Educação Artística, saindo da “mesmice”no qual as atividades não passavam de pintura, recorte e colagem, tornado-se atividades em que a reflexão e diálogo se faziam presentes. Deixo como evidência uma das práticas realizadas.
A interdisciplina Teatro e Educação também possibilitou mudanças em minha prática, pois utilizava o teatro com minhas turmas somente para encenar nas festa de fim de ano ( quase sempre encenações de presépio vivo, com músicas natalinas cantadas pelos alunos durante a apresentação).
Com as aulas de teatro e as leituras realizadas nesta interdisciplina, pude aprimorar meu conhecimento e prática sobre o assunto, Com as leituras dos textos sugeridos: “Formas de Abordagens Dramáticas na Educação”,” Experiência Criativa” e “Aula de Teatro é Teatro?”, junto à prática proposta como atividade "Inventário Criativo" percebi que realmente todos têm a capacidade de improvisar e que teatro não é somente decorar falas e textos prontos.
Fiquei muito encantada com a primeira aula presencial das interdisciplinas Música e Ludicidade. Nela fomos instigados a voltar no tempo, a colocar à tona a nossa "criança interior" (até então adormecida), a relembrarmos das músicas que foram trilhas sonoras de nossas vidas!
Isto tudo nos proporcionou alegrias e outras emoções guardadas em nossos corações e lembranças!
Quando vimos, já era hora de irmos embora, eu particularmente, com imensa vontade de ficar ali, curtindo aquelas sensações maravilhosas de recordar e viver momentos de alegria!
Resumindo, foi uma experiência DELICIOSA!
Antes mesmo de iniciar a interdisciplina "Música na Escola", já utilizava os recursos musicais em sala de aula.
Durante estes cinco anos atuando como educadora, sempre fiz presente a musicalidade, pois acredito que é de extrema importância: proporciona-nos momentos de reflexão ao interpretar as letras, nos relaxa...
A música pode desencadear outros fazeres pedagógicos e desenvolver habilidades, tais como a compreensão; interpretação; releitura através de desenhos; expressão corporal dentre outras.
Constatei o poder da música:
* Enquanto relaxamento - Quando elaborei as aulas para a semana farroupilha, as quais utilizei com minha turma de estágio no ano de 1998 ( 3ª série). Durante o período de execução, a cada dia, como abertura de aula, colocava uma música tradicionalista.
Percebi que, neste momento de aula, a turma que tinha um perfil agitado, se acalmava para prestar atenção na letra. Então, a partir daí, comecei deixar o CD tocando de fundo durante as 4 horas de aula, enquanto a turma executava as atividades de forma tranqüila. O interessante, foi saber que os alunos aprovaram esta experiência, pois deram a sugestão de seguir até o final do ano letivo escutando música durante as aulas. Desde então, passou-se a ser um hábito o que de início seria apenas um projeto para um determinado tempo.
* Enquanto reflexão/ interpretação - Quando utilizei a música "Índios" do Legião Urbana para concluir o assunto "Descobrimento do Brasil", trabalhado com a turma de 4ª série, composta por 42 alunos no ano de 2002.
Distribuí a letra da mesma e coloquei- a para os alunos ouvirem. Em seguida, cantamos e fizemos uma comparação do que estudamos com a letra, pois retrata bem a exploração vivenciada por nossos índios. Fomos mais além, pois fizemos um paralelo entre o passado e o presente. Chegamos a conclusão de que a exploração continuava, pois outros países extraem da Amazônia madeira e plantas medicinais para a produção de remédios que são vendidos para o nosso país.
Percebi que a partir desta prática, os alunos passaram a se interessar mais pelas aulas de História, pois compreenderam que é necessário conhecer o passado para compreender o presente e tentar mudar o futuro.
Continuo utilizando letras de músicas reflexivas com a 4ª série em que sou regente neste ano, que é composta por 36 alunos críticos e seguros em seus argumentos.
* Enquanto releitura - Com minha atual turma de 4ª série, em um dos dias da Semana Farroupilha, coloquei para que escutassem a música "Céu, sol, sul". Após escutarem, dei uma folha de desenho para cada grupo de quatro alunos, junto com ela um trecho da letra da música para que representassem através de desenho.
Ao término, montamos um varal, o qual foi exposto no projeto “Ler é Arte".
Esta interdisciplina veio a confirmar que já trilhava o caminho certo, que nós enquanto educadores devemos proporcionar aos nossos alunos momentos em sala de aula de contato com músicas de qualidade, com letras reflexivas, pois atualmente, por indução da mídia, se faz presente músicas sem nexo, que afloram apenas a sexualidade.
Lembro como se fosse hoje da preparação e da apresentação “contação de história” solicitada pela interdisciplina Literatura infanto-juvenil e aprendizagem. Meu grupo escolheu a história “cachinhos dourados”. Nos reuníamos para a confecção dos materiais e para ensaiar. O envolvimento foi extremo e fizemos “bonito”!
Embora a interdisciplina Ludicidade tenha perpassado em todas as interdisciplinas, ressalto a prática realizada com a turma de 1ª série que tive naquela época.
As interdisciplinas que compuseram este semestre foram:
Artes Visuais – que nos possibilitou a visita à Bienal, acrescentando cultura por estarmos em contato direto com obras de artes. Mesmo já tendo realizado este tipo de visitação me senti maravilhada com esta experiência, que encontrei uma maneira de levar meus alunos e propiciar aos mesmos este contato, que para muitos foi a primeira!
Esta interdisciplina veio a enriquecer meu fazer pedagógico, pois abriu um leque de possibilidades para elaborar e desenvolver as aulas de Educação Artística, saindo da “mesmice”no qual as atividades não passavam de pintura, recorte e colagem, tornado-se atividades em que a reflexão e diálogo se faziam presentes. Deixo como evidência uma das práticas realizadas.
A interdisciplina Teatro e Educação também possibilitou mudanças em minha prática, pois utilizava o teatro com minhas turmas somente para encenar nas festa de fim de ano ( quase sempre encenações de presépio vivo, com músicas natalinas cantadas pelos alunos durante a apresentação).
Com as aulas de teatro e as leituras realizadas nesta interdisciplina, pude aprimorar meu conhecimento e prática sobre o assunto, Com as leituras dos textos sugeridos: “Formas de Abordagens Dramáticas na Educação”,” Experiência Criativa” e “Aula de Teatro é Teatro?”, junto à prática proposta como atividade "Inventário Criativo" percebi que realmente todos têm a capacidade de improvisar e que teatro não é somente decorar falas e textos prontos.
Fiquei muito encantada com a primeira aula presencial das interdisciplinas Música e Ludicidade. Nela fomos instigados a voltar no tempo, a colocar à tona a nossa "criança interior" (até então adormecida), a relembrarmos das músicas que foram trilhas sonoras de nossas vidas!
Isto tudo nos proporcionou alegrias e outras emoções guardadas em nossos corações e lembranças!
Quando vimos, já era hora de irmos embora, eu particularmente, com imensa vontade de ficar ali, curtindo aquelas sensações maravilhosas de recordar e viver momentos de alegria!
Resumindo, foi uma experiência DELICIOSA!
Antes mesmo de iniciar a interdisciplina "Música na Escola", já utilizava os recursos musicais em sala de aula.
Durante estes cinco anos atuando como educadora, sempre fiz presente a musicalidade, pois acredito que é de extrema importância: proporciona-nos momentos de reflexão ao interpretar as letras, nos relaxa...
A música pode desencadear outros fazeres pedagógicos e desenvolver habilidades, tais como a compreensão; interpretação; releitura através de desenhos; expressão corporal dentre outras.
Constatei o poder da música:
* Enquanto relaxamento - Quando elaborei as aulas para a semana farroupilha, as quais utilizei com minha turma de estágio no ano de 1998 ( 3ª série). Durante o período de execução, a cada dia, como abertura de aula, colocava uma música tradicionalista.
Percebi que, neste momento de aula, a turma que tinha um perfil agitado, se acalmava para prestar atenção na letra. Então, a partir daí, comecei deixar o CD tocando de fundo durante as 4 horas de aula, enquanto a turma executava as atividades de forma tranqüila. O interessante, foi saber que os alunos aprovaram esta experiência, pois deram a sugestão de seguir até o final do ano letivo escutando música durante as aulas. Desde então, passou-se a ser um hábito o que de início seria apenas um projeto para um determinado tempo.
* Enquanto reflexão/ interpretação - Quando utilizei a música "Índios" do Legião Urbana para concluir o assunto "Descobrimento do Brasil", trabalhado com a turma de 4ª série, composta por 42 alunos no ano de 2002.
Distribuí a letra da mesma e coloquei- a para os alunos ouvirem. Em seguida, cantamos e fizemos uma comparação do que estudamos com a letra, pois retrata bem a exploração vivenciada por nossos índios. Fomos mais além, pois fizemos um paralelo entre o passado e o presente. Chegamos a conclusão de que a exploração continuava, pois outros países extraem da Amazônia madeira e plantas medicinais para a produção de remédios que são vendidos para o nosso país.
Percebi que a partir desta prática, os alunos passaram a se interessar mais pelas aulas de História, pois compreenderam que é necessário conhecer o passado para compreender o presente e tentar mudar o futuro.
Continuo utilizando letras de músicas reflexivas com a 4ª série em que sou regente neste ano, que é composta por 36 alunos críticos e seguros em seus argumentos.
* Enquanto releitura - Com minha atual turma de 4ª série, em um dos dias da Semana Farroupilha, coloquei para que escutassem a música "Céu, sol, sul". Após escutarem, dei uma folha de desenho para cada grupo de quatro alunos, junto com ela um trecho da letra da música para que representassem através de desenho.
Ao término, montamos um varal, o qual foi exposto no projeto “Ler é Arte".
Esta interdisciplina veio a confirmar que já trilhava o caminho certo, que nós enquanto educadores devemos proporcionar aos nossos alunos momentos em sala de aula de contato com músicas de qualidade, com letras reflexivas, pois atualmente, por indução da mídia, se faz presente músicas sem nexo, que afloram apenas a sexualidade.
Lembro como se fosse hoje da preparação e da apresentação “contação de história” solicitada pela interdisciplina Literatura infanto-juvenil e aprendizagem. Meu grupo escolheu a história “cachinhos dourados”. Nos reuníamos para a confecção dos materiais e para ensaiar. O envolvimento foi extremo e fizemos “bonito”!
Embora a interdisciplina Ludicidade tenha perpassado em todas as interdisciplinas, ressalto a prática realizada com a turma de 1ª série que tive naquela época.
segunda-feira, setembro 20, 2010
MERGULHANDO MAIS A FUNDO NO SEGUNDO SEMESTRE
Após retornar aos trabalhos solicitados pelas interdisciplinas do eixo II, pude perceber neste momento as relações entre elas, pois uma complementava as outras. Concomitantemente nos propiciavam momentos para relacionar as teorias com as práticas, permitindo a realização de reflexões sobre ambas.
Na interdisciplina Escolarização Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica foi nos solicitado assistir ao filme “A invenção da infância” para traçar um paralelo entre as infâncias retradadas no filme com as crianças com a qual trabalhamos. Com esta proposta foi propiciado um momento para refletir sobre a infância de nossas crianças, analisando a realidade de cada uma que fazia parte de nossas turmas. Também realizamos a leitura do texto “As crianças e a infância: definindo conceitos, delimitando o campo” de Manuel Pinto e Manuel Jacinto Sarmento e após fomos levadas a explicitar dois paradoxos apresentados pelos autores, exemplificando-os a partir de situações vivenciadas em nosso cotidiano. Assim transcorreu os trabalhos desta interdisciplina, nos impulsionando a ampliar nossos conhecimentos sobre o processo histórico do conceito de infância e escolarização, sempre comparando o passado com o presente de forma crítica para assim se tornar possível um futuro melhor para estas crianças e para as outras que virão.
No Seminário Integrador, realizamos pesquisas com as crianças sobre as brincadeiras e brinquedos preferidos, as datas em que costumam ganhar presentes. Com esta atividade pude conhecer melhor meus alunos, pois por estarem na 4ª série pensava que os mesmos não brincassem mais, pelo menos era a impressão que me passavam. Percebi o quanto utilizava de pré-conceitos, pois por trás daquelas meninas que iam para escola maquiada e algumas de saltinho ainda existia a criança (que na verdade deveria existir). Esta mesma pesquisa foi realizada por eles com seus pais, sendo extremamente importante por ter possibilitado um momento de diálogo entre pais e filhos, que nos dias de hoje são escassos. Com isto, os alunos puderam saber como era a infância de seus pais com os brinquedos e brincadeiras daquela época.
Já em Psicologia retomamos ao que havíamos visto no Magistério: os estágios de desenvolvimento da criança, porém de uma forma mais concreta, pois realizamos testagens com nossos alunos, ou seja, vivenciamos na prática o que há anos atrás só tivemos a teoria. Posso afirmar que a meu ver somente agora consegui compreender a teoria, pois teve um significado.
Não poderia deixar de comentar sobre a interdisciplina Fundamentos da Alfabetização, pois esta ocorreu no memento em que estava necessitando. Nunca havia trabalhado com alfabetização e justo nesta época assumi uma turma de primeira série para substituir uma licença gestante. Estava muito insegura e fui me tranqüilizando na medida em que foi se desenvolvendo esta interdisciplina. Li com afinco todos os textos solicitados:Psicogênese da língua escrita, Métodos de alfabetização, Alfabetização e Letramento para extrair ao máximo as informações dos mesmos para colocar em prática com a turminha que assumi e acredito ter desempenhado meu papel de forma satisfatória graças as contribuições desta interdisciplina.
Na interdisciplina Escolarização Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica foi nos solicitado assistir ao filme “A invenção da infância” para traçar um paralelo entre as infâncias retradadas no filme com as crianças com a qual trabalhamos. Com esta proposta foi propiciado um momento para refletir sobre a infância de nossas crianças, analisando a realidade de cada uma que fazia parte de nossas turmas. Também realizamos a leitura do texto “As crianças e a infância: definindo conceitos, delimitando o campo” de Manuel Pinto e Manuel Jacinto Sarmento e após fomos levadas a explicitar dois paradoxos apresentados pelos autores, exemplificando-os a partir de situações vivenciadas em nosso cotidiano. Assim transcorreu os trabalhos desta interdisciplina, nos impulsionando a ampliar nossos conhecimentos sobre o processo histórico do conceito de infância e escolarização, sempre comparando o passado com o presente de forma crítica para assim se tornar possível um futuro melhor para estas crianças e para as outras que virão.
No Seminário Integrador, realizamos pesquisas com as crianças sobre as brincadeiras e brinquedos preferidos, as datas em que costumam ganhar presentes. Com esta atividade pude conhecer melhor meus alunos, pois por estarem na 4ª série pensava que os mesmos não brincassem mais, pelo menos era a impressão que me passavam. Percebi o quanto utilizava de pré-conceitos, pois por trás daquelas meninas que iam para escola maquiada e algumas de saltinho ainda existia a criança (que na verdade deveria existir). Esta mesma pesquisa foi realizada por eles com seus pais, sendo extremamente importante por ter possibilitado um momento de diálogo entre pais e filhos, que nos dias de hoje são escassos. Com isto, os alunos puderam saber como era a infância de seus pais com os brinquedos e brincadeiras daquela época.
Já em Psicologia retomamos ao que havíamos visto no Magistério: os estágios de desenvolvimento da criança, porém de uma forma mais concreta, pois realizamos testagens com nossos alunos, ou seja, vivenciamos na prática o que há anos atrás só tivemos a teoria. Posso afirmar que a meu ver somente agora consegui compreender a teoria, pois teve um significado.
Não poderia deixar de comentar sobre a interdisciplina Fundamentos da Alfabetização, pois esta ocorreu no memento em que estava necessitando. Nunca havia trabalhado com alfabetização e justo nesta época assumi uma turma de primeira série para substituir uma licença gestante. Estava muito insegura e fui me tranqüilizando na medida em que foi se desenvolvendo esta interdisciplina. Li com afinco todos os textos solicitados:Psicogênese da língua escrita, Métodos de alfabetização, Alfabetização e Letramento para extrair ao máximo as informações dos mesmos para colocar em prática com a turminha que assumi e acredito ter desempenhado meu papel de forma satisfatória graças as contribuições desta interdisciplina.
domingo, setembro 12, 2010
RETORNO AO SEGUNDO SEMESTRE
No eixo II tivemos como interdisciplinas Seminário Integrador II, Desenvolvimento e aprendizagem sob o enfoque da Psicologia I, Escolarização Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica e Infância de 0 a 10 anos.
Mas realizando a leitura de meu Blog neste semestre tendo como objetivo analisá-lo percebi o quanto não utilizei este espaço como deveria. Nele apenas coloquei pequenas postagens, as quais se dividiam entre poesias em homenagem ao dia das mães, Páscoa e de estímulo "Você é um vencedor" e relatos singelos sobre as primeiras expectativas sobre as interdisciplinas e as primeiras impressões deixadas por elas, desabafos onde colocava meus anseios e justificativas de poucas postagens.
Neste período eram ausentes postagens nas quais contivessem as contribuições dos assuntos desenvolvidos nas interdisciplinas para o meu fazer pedagógico, evidenciando com as práticas realizadas em sala de aula com os alunos. Quando comentava algo era de forma muito inconsistente.
Portanto, terei que recorrer aos trabalhos postados em outros ambientes virtuais para relembrar as conquistas e crescimento, bem como expressar em outra postagem as relações entre as interdisciplinas cursadas neste eixo 2.
OBS: Agora me conscientizei da importância de registrar de forma consistente neste ambiente, pois os internautas que o acessam não conseguem visualizar nossa caminhada no PEAD, pois contém relatos, ao menos nestes dois primeiros semestres analisados, muito superficiais.
Anterior a isto pensava que ficaria muito repetitiva se me "puxasse" nas postagens aqui colocadas, pois já havia deixado bem explicitado nos outros ambientes os aprendizados e a relação com as práticas diárias em sala. Poderia parecer repetitivo para quem tem acesso a todos os ambientes, mas aos outros internautas que não têm esta possibilidade fica muito vago!
Mas realizando a leitura de meu Blog neste semestre tendo como objetivo analisá-lo percebi o quanto não utilizei este espaço como deveria. Nele apenas coloquei pequenas postagens, as quais se dividiam entre poesias em homenagem ao dia das mães, Páscoa e de estímulo "Você é um vencedor" e relatos singelos sobre as primeiras expectativas sobre as interdisciplinas e as primeiras impressões deixadas por elas, desabafos onde colocava meus anseios e justificativas de poucas postagens.
Neste período eram ausentes postagens nas quais contivessem as contribuições dos assuntos desenvolvidos nas interdisciplinas para o meu fazer pedagógico, evidenciando com as práticas realizadas em sala de aula com os alunos. Quando comentava algo era de forma muito inconsistente.
Portanto, terei que recorrer aos trabalhos postados em outros ambientes virtuais para relembrar as conquistas e crescimento, bem como expressar em outra postagem as relações entre as interdisciplinas cursadas neste eixo 2.
OBS: Agora me conscientizei da importância de registrar de forma consistente neste ambiente, pois os internautas que o acessam não conseguem visualizar nossa caminhada no PEAD, pois contém relatos, ao menos nestes dois primeiros semestres analisados, muito superficiais.
Anterior a isto pensava que ficaria muito repetitiva se me "puxasse" nas postagens aqui colocadas, pois já havia deixado bem explicitado nos outros ambientes os aprendizados e a relação com as práticas diárias em sala. Poderia parecer repetitivo para quem tem acesso a todos os ambientes, mas aos outros internautas que não têm esta possibilidade fica muito vago!
terça-feira, setembro 07, 2010
RECORDAR É VIVER: RETOMANDO AS APRENDIZAGENS DO EIXO I
Ao retornar às postagens realizadas durante o eixo I pude reviver as aprendizagens e até mesmo os sentimentos que afloraram, dentre elas as angústias, as dificuldades e conquistas obtidas, que comparando com as vivenciadas num passado mais recente eram mínimas.Tomavam uma grande proporção por estar ingressando em um curso de graduação totalmente inovador, onde o uso das tecnologias se fazia necessário e não ter os conhecimentos básicos.
Neste primeiro eixo as interdisciplinas que nos acompanharam foram:Escola, Cultura e Sociedade; Escola, Projeto Pedagógico e Currículo; Seminário Integrador I e Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação.
Naquela época não percebia claramente o quanto estas interdisciplinas andavam juntas, tecendo um conhecimento, onde uma "costurava" a outra.
Analisando meu Blog percebi que neste período o mesmo foi utilizado quase que em sua grande parte para postagens das atividades solicitadas pela ESC,para desabafos e se faziam mais frequentes as visitações e comentários nos Blogs dos colegas. Fiquei na dúvida: será que neste semestre por ser inicialização da utilização desta ferramenta nos foi solicitado esta forma de utilização para nos ambientarmos ou já nos era pedido postagens reflexivas e não as fiz por não compreender o solicitado?!
Embora a análise do eixo I ser com base nas postagens do Blog, retomei as atividades postadas no ROODA e no wiki e a partir destas leituras é que pude perceber que uma interdisciplina complementava a outra.
Exemplos: No SI iniciamos com a criação do Blog e primeira postagem, abertura de contas de email para quem ainda não usava este recurso, ou seja, este foi o primeiro contato com as TIC'S antes mesmo de iniciar a interdisciplina. Gradativamente foi nos solicitado inclusão de fotos no Blog, conhecimento do site da UFRGS e ROODA, criação de wiki, ambientes necessários para o desenvolvimento das atividades de todas as interdisciplinas. Nas TIC's realizamos a produção de um painel no qual a temática era a inserção de sua escola na comunidade complementando o que estava sendo visto, lido e debatido nas interdisciplinas ESC e Escola, Projeto Pedagógico e Currículo, dentre alguns ítens a importância do conhecimento do entorno da escola, trazendo questões desta realidade vivida para sala na busca de soluções. Assim como foi nos solicitado pelo SI a criação de um wiki sobre minha escola, no qual apresentamos o espaço físico, a "clientela" atendida bem como o PPP da mesma.
Neste primeiro eixo as interdisciplinas que nos acompanharam foram:Escola, Cultura e Sociedade; Escola, Projeto Pedagógico e Currículo; Seminário Integrador I e Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação.
Naquela época não percebia claramente o quanto estas interdisciplinas andavam juntas, tecendo um conhecimento, onde uma "costurava" a outra.
Analisando meu Blog percebi que neste período o mesmo foi utilizado quase que em sua grande parte para postagens das atividades solicitadas pela ESC,para desabafos e se faziam mais frequentes as visitações e comentários nos Blogs dos colegas. Fiquei na dúvida: será que neste semestre por ser inicialização da utilização desta ferramenta nos foi solicitado esta forma de utilização para nos ambientarmos ou já nos era pedido postagens reflexivas e não as fiz por não compreender o solicitado?!
Embora a análise do eixo I ser com base nas postagens do Blog, retomei as atividades postadas no ROODA e no wiki e a partir destas leituras é que pude perceber que uma interdisciplina complementava a outra.
Exemplos: No SI iniciamos com a criação do Blog e primeira postagem, abertura de contas de email para quem ainda não usava este recurso, ou seja, este foi o primeiro contato com as TIC'S antes mesmo de iniciar a interdisciplina. Gradativamente foi nos solicitado inclusão de fotos no Blog, conhecimento do site da UFRGS e ROODA, criação de wiki, ambientes necessários para o desenvolvimento das atividades de todas as interdisciplinas. Nas TIC's realizamos a produção de um painel no qual a temática era a inserção de sua escola na comunidade complementando o que estava sendo visto, lido e debatido nas interdisciplinas ESC e Escola, Projeto Pedagógico e Currículo, dentre alguns ítens a importância do conhecimento do entorno da escola, trazendo questões desta realidade vivida para sala na busca de soluções. Assim como foi nos solicitado pelo SI a criação de um wiki sobre minha escola, no qual apresentamos o espaço físico, a "clientela" atendida bem como o PPP da mesma.
domingo, junho 20, 2010
TIRANDO O VÉU : REAVALIANDO MINHA PRÁTICA
Pretendia colocar em prática, durante esta semana a utilização das informações coletadas pelos alunos na internet sobre a alimentação, características, ninhos, ovos, incluindo gravuras impressas das aves, dos ninhos e dos ovos para comparar com o João de barro, seguindo com a construção de texto coletivo sobre este assunto e construção de painel de comparação entre as demais aves e o João de barro, bem como realizar pesquisas na internet, juntamente com a turma, em sala de aula utilizando o data show, sobre os animais ameaçados de extinção identificados na atividade enigma, além de realizar atividades de fixação para recapitularmos os assuntos desenvolvidos ao longo do projeto com um diferencial: o uso do termo científico.
Destas, só não pudemos realizar as que se referiam ao assunto comparação das demais aves com o João de barro, pois precisaríamos de mais tempo para isto. Mas não foi descartada, pois ainda teremos a oportunidade de darmos continuidade por ser a titular da turma.
Iniciaríamos a semana com as pesquisas sobre os animais ameaçados de extinção identificando a ou as causas desta ameaça, porém, como em nossa escola há muitas turmas e as mídias serem concorridas, não consegui agendá-las.
Por já ter feito um levantamento de quantos alunos da turma possuíam em suas casas acesso à computadores e internet, onde 15 alunos mostraram esta realidade, a alternativa encontrada foi organizar a turma em sete grupos, onde cada qual ficou responsável por pesquisar sobre um dos animais ameaçados de extinção (definido por sorteio) para que no decorrer da semana expor ao grande grupo as descobertas feitas.
Após a organização dos grupos e proposta de trabalho, seguimos com atividades sobre locomoção dos animais, interpretação cruzada, animais terrestres e aquáticos, as quais nos davam a oportunidade de retomar as características de cada animal contido nas folhas: identificando quais eram domésticos, quais selvagens devido ao seu habitat natural, bem como reforçar a questão da construção da escrita, leitura e oralidade quando estimulados a exporem de forma verbal seus aprendizados.
No dia seguinte, iniciamos com o relato dos grupos que pesquisaram sobre a tartaruga-marinha, o mico-leão-dourado e a arara-azul.
Após este momento tão importante por haver muita interação, sendo inevitável que alguns dos demais grupos, que já haviam realizado as suas pesquisas, se manifestassem comparando as causas encontradas para a ameaça de extinção, realizamos a atividade sobre a comunicação dos animais, buscando identificar os animais que produzem cada um dos sons escritos (circulando o nome destes animais no caça-palavras), também realizamos o caça – répteis e cruza-vertebrados para identificar os animais que usam como forma de locomoção o rastejar e os animais que possuem ossos (coluna vertebral), retomando em cada uma das atividades as características de cada um.
Na 4ª feira iniciamos pelos relatos, agora dos grupos que pesquisaram sobre a onça-pintada e o peixe-boi, onde espontaneamente os demais participavam, com questionamentos e opiniões.
Após, partimos para a cruzadinha dos invertebrados, na qual identificavam cada animal pelas dicas contidas na folha, assim como o cruza mamífero, ambos retomando as características utilizando agora o termo científico: terrestre, aquático, doméstico, selvagem...
Na 5ª feira, concluímos os relatos com os grupos que pesquisaram sobre o lobo-guará e o tamanduá-bandeira e após realizamos o caça-palavras para encontrar alguns dos animais herbívoros, bem como a cruzadinha sobre animais onívoros e a cruzadinha dos animais carnívoros.
O último dia utilizamos para a construção do portfólio, pois os alunos receberam todas as atividades que produziram para selecionarem as que para si foram consideradas mais significativas durante o projeto.
Analisando esta minha última semana de estágio, não consigo escolher uma prática como sendo a mais significativa, pois a meu ver todas foram, por contribuírem para a tomada de consciência da ação humana para com a natureza da qual fazemos parte e por possibilitarem a retomada do que foi pesquisado, visto e comentado ao longo do projeto, percebendo as ligações em cada etapa, em cada atividade proposta e desenvolvida .
Posso afirmar que o imprevisto vivenciado por não conseguir realizar a pesquisa juntamente com os meus alunos em sala em virtude da concorrência das mídias me possibilitou a identificação do grande interesse de meus alunos com o projeto em si, pois demonstraram muita responsabilidade em realizarem as pesquisas em suas casas.
Poderia colocar a mudança de comportamento de meus alunos quanto às tarefas de casa, não só os alunos deste ano, pois durante estes oito anos em que leciono sempre as tarefas de casa (tema) eram consideradas um "problema", pois poucos realizavam. Mas posso garantir que foi a mudança em minha prática que ocasionou esta significativa melhora, pois me questiono: será que as atividades que solicitava estavam de acordo com o interesse de meus alunos? Que prazer os alunos teriam de pesquisar ou trazer algo que contribuísse ao que eu enquanto professora intitulava como necessário para o desenvolvimento de uma aula que talvez para eles não fosse significativa?
Tenho consciência de que é a curiosidade que nos move para frente, que nos tira da inércia, portanto, farei o possível para propiciar um ambiente democrático a meus alunos para que possam dar vazão as suas curiosidades e utilizá-las no dia-a-dia de nossas aulas.
Destas, só não pudemos realizar as que se referiam ao assunto comparação das demais aves com o João de barro, pois precisaríamos de mais tempo para isto. Mas não foi descartada, pois ainda teremos a oportunidade de darmos continuidade por ser a titular da turma.
Iniciaríamos a semana com as pesquisas sobre os animais ameaçados de extinção identificando a ou as causas desta ameaça, porém, como em nossa escola há muitas turmas e as mídias serem concorridas, não consegui agendá-las.
Por já ter feito um levantamento de quantos alunos da turma possuíam em suas casas acesso à computadores e internet, onde 15 alunos mostraram esta realidade, a alternativa encontrada foi organizar a turma em sete grupos, onde cada qual ficou responsável por pesquisar sobre um dos animais ameaçados de extinção (definido por sorteio) para que no decorrer da semana expor ao grande grupo as descobertas feitas.
Após a organização dos grupos e proposta de trabalho, seguimos com atividades sobre locomoção dos animais, interpretação cruzada, animais terrestres e aquáticos, as quais nos davam a oportunidade de retomar as características de cada animal contido nas folhas: identificando quais eram domésticos, quais selvagens devido ao seu habitat natural, bem como reforçar a questão da construção da escrita, leitura e oralidade quando estimulados a exporem de forma verbal seus aprendizados.
No dia seguinte, iniciamos com o relato dos grupos que pesquisaram sobre a tartaruga-marinha, o mico-leão-dourado e a arara-azul.
Após este momento tão importante por haver muita interação, sendo inevitável que alguns dos demais grupos, que já haviam realizado as suas pesquisas, se manifestassem comparando as causas encontradas para a ameaça de extinção, realizamos a atividade sobre a comunicação dos animais, buscando identificar os animais que produzem cada um dos sons escritos (circulando o nome destes animais no caça-palavras), também realizamos o caça – répteis e cruza-vertebrados para identificar os animais que usam como forma de locomoção o rastejar e os animais que possuem ossos (coluna vertebral), retomando em cada uma das atividades as características de cada um.
Na 4ª feira iniciamos pelos relatos, agora dos grupos que pesquisaram sobre a onça-pintada e o peixe-boi, onde espontaneamente os demais participavam, com questionamentos e opiniões.
Após, partimos para a cruzadinha dos invertebrados, na qual identificavam cada animal pelas dicas contidas na folha, assim como o cruza mamífero, ambos retomando as características utilizando agora o termo científico: terrestre, aquático, doméstico, selvagem...
Na 5ª feira, concluímos os relatos com os grupos que pesquisaram sobre o lobo-guará e o tamanduá-bandeira e após realizamos o caça-palavras para encontrar alguns dos animais herbívoros, bem como a cruzadinha sobre animais onívoros e a cruzadinha dos animais carnívoros.
O último dia utilizamos para a construção do portfólio, pois os alunos receberam todas as atividades que produziram para selecionarem as que para si foram consideradas mais significativas durante o projeto.
Analisando esta minha última semana de estágio, não consigo escolher uma prática como sendo a mais significativa, pois a meu ver todas foram, por contribuírem para a tomada de consciência da ação humana para com a natureza da qual fazemos parte e por possibilitarem a retomada do que foi pesquisado, visto e comentado ao longo do projeto, percebendo as ligações em cada etapa, em cada atividade proposta e desenvolvida .
Posso afirmar que o imprevisto vivenciado por não conseguir realizar a pesquisa juntamente com os meus alunos em sala em virtude da concorrência das mídias me possibilitou a identificação do grande interesse de meus alunos com o projeto em si, pois demonstraram muita responsabilidade em realizarem as pesquisas em suas casas.
Poderia colocar a mudança de comportamento de meus alunos quanto às tarefas de casa, não só os alunos deste ano, pois durante estes oito anos em que leciono sempre as tarefas de casa (tema) eram consideradas um "problema", pois poucos realizavam. Mas posso garantir que foi a mudança em minha prática que ocasionou esta significativa melhora, pois me questiono: será que as atividades que solicitava estavam de acordo com o interesse de meus alunos? Que prazer os alunos teriam de pesquisar ou trazer algo que contribuísse ao que eu enquanto professora intitulava como necessário para o desenvolvimento de uma aula que talvez para eles não fosse significativa?
Tenho consciência de que é a curiosidade que nos move para frente, que nos tira da inércia, portanto, farei o possível para propiciar um ambiente democrático a meus alunos para que possam dar vazão as suas curiosidades e utilizá-las no dia-a-dia de nossas aulas.
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REAVALIANDO MINHA PRÁTICA
domingo, junho 13, 2010
REFLEXÃO NONA SEMANA
Durante esta semana foram desenvolvidas atividades as quais estavam direcionadas a área da linguagem e das ciências naturais.
Os alunos foram levados a expressarem-se de forma oral enquanto íamos construindo o texto coletivo sobre cuidados com os animais domésticos, em específico os cães e gatos, quando questionados sobre o significado da palavra extinção e quando levados a refletirem sobre quais os fatores que contribuem para a extinção de algumas espécies de animais, quando levados a encontrarem palavras que rimassem para completar o poema “você viu” e quando lhes foram lançadas charadas.
Foram utilizados diferentes recursos para construírem a escrita: elaboração de texto coletivo, cruzadinhas, caça-palavras, enigma.
Concomitante a isto praticaram a leitura e interpretação de diferentes tipologias textuais: textos informativos, poemas, poesias, charadas.
Todas estas práticas levando-os a refletirem sobre os conhecimentos adquiridos, reforçando seus aprendizados na área das ciências naturais, pois o tema central (animais) foi abordado: animais domésticos e selvagens, animais em extinção, diferentes ninhos e ovos, característica
dos animais.
No dia 07-06 retomamos ao assunto já pesquisado sobre os cuidados com os animais domésticos, centralizando nos cães e gatos. A turma se demonstrou participativa e consciente dos cuidados necessários para a saúde e bem estar dos animaizinhos de estimação.
Um dos alunos iniciou a conversa assim:
- Professora, os animais precisam das mesmas coisas que a gente: de comida, de água, de carinho, de cuidados médicos como vacina e remédio quando estamos doentes.
Dentre esta houve outras falas significativas que foram registradas no texto coletivo.
No decorrer do estágio, pude perceber o quão importante é trabalhar a construção de texto coletivo, pois há a oportunidade de diálogo, assim podendo realmente constatar o quanto o aluno assimilou sobre o assunto desenvolvido, demonstrando o grau de compreensão e as formas de visão diferentes sobre um determinado tema, ou seja, o texto coletivo desenvolve o senso crítico, colaborativo, a oralidade e a organização de idéias.
No dia 08-06 estava previsto o conselho de classe, que ocorre de forma participativa (pais, alunos, profª), porém houve modificações nos dias destinados aos conselhos, ficando o conselho dos segundos anos para 16-06.
Neste dia então realizamos a leitura dos textos “Falando de ovos” e “As aves e seus ninhos” e charadas.
Após a leitura do texto informativo sobre as diferentes cores e tamanhos de ovos identificando as espécies de aves que os põe, os alunos foram estimulados a falarem que tipos de ovos conhecem.
O Herick disse:
-Tenho uma galinha que põe ovo azul, não sei por quê!
-Tenho pata, o ovo é maior que o da galinha.
Júlia falou:
- No mercado tem caixa com ovos brancos e vermelhos e os dois tipos são de galinha.
Matheus disse:
- Fui no sítio da vó e ela tem codorna, os ovos são pequenos e pintadinhos de preto.
Como tarefa de casa, teriam que desenhar e ou colar gravuras de diferentes tipos de ovos.
Em seguida foi distribuída uma folha xerocada na qual continha desenho de diferentes ninhos com o nome da ave que a constrói, estes foram observados pelos alunos e os mesmos foram instigados a falar quais as semelhanças e diferenças entre eles ( os ninhos), para que servem os ninhos e quais destes ninhos já conheciam.
Como semelhança disseram que quase todas as aves usam palha na construção de seus ninhos, o que modifica é o lugar onde colocam seu ninho. Dos ninhos disseram já conhecer o de galinha e o de João-de-barro.
Com as charadas sobre abrigos dos animais foram estimulados a identificar que animal vive em cada moradia.
No dia 09-06 trabalhamos com cruzadinha de animai silvestres para que conhecessem alguns dos animais e construíssem a escrita.
OBS: No dia 07-06 se familiarizaram com o conceito animais silvestres, identificando alguns destes animais na caça-palavra.
Mas pontuo como significativa a atividade desenvolvida com base na leitura do texto “A bicharada atrapalhada”, pois foi possível retomar as características físicas, forma de locomoção e sons produzidos por cada animal.
Foi uma maneira prazerosa de relembrar o que foi descoberto ao longo do projeto. Finalizaram com a criação de um animal diferente (mistura de partes de animais).
No dia 10-06 realizamos cruza animais selvagens como fixação do assunto já desenvolvido, bem como para aperfeiçoar a escrita. Trabalhamos com o poema “ Você viu” com o qual realizaram leitura e completaram com rimas.
A semana fechou com chave de ouro, pois os alunos que trouxeram a foto de seu animal de estimação realizaram a colagem da mesma e logo abaixo escreveram: Se meu. .......... falasse, ele diria: ............. Já os alunos que não trouxeram fotos, desenharam e pintaram o seu animal de estimação.
Logo em seguida foi entregue folha xerocada contendo enigma para descobrir alguns animais ameaçados de extinção, sendo feita a leitura dos nomes destes animais.
Estava previsto a pesquisa na internet sobre estes animais e as causas desta ameaça, mas por não dispor de tempo adequado para a realização, preferi então deixá-la para outra oportunidade.
Utilizei o tempo disponível para uma conversa sobre o assunto.
Iniciei perguntando:
- Quem sabe me dizer o significado da palavra extinção?
- Quando todos da mesma espécie morrem, deixando de existir. Respondeu o Matheus.
Segui perguntando:
- Estes animais merecem deixar de existir?
A turma em coro respondeu:
-Não.
Matheus argumentou:
- Eles não merecem deixar de existir, pois nunca fazem mal para ninguém.
Gabriel completou:
- Só fazem mal para se proteger e proteger seus filhotes.
Herick fala:
- As tartarugas marinhas nos protegem das algas marinhas e mães d’água evitando que a gente leve choque.
Os questionei se sabiam o porquê de alguns animais estarem ameaçados de extinção.
Obtive como respostas:
- Porque os humanos matam para vender, como o rinoceronte, que os homens matam para tirar o chifre para vender; como o leão que matam para usar sua cabeça para enfeitar;
- Matam o jacaré e cobra para fazer sapatos, bolsas e cintos.
A Taise expõe outra causa, dizendo:
- Ao cortar árvores, podemos estragar os ninhos dos passarinhos e eles perdem o seu lugar de morar.
Gabriel completa:
- Ao jogar lixo na praia ou nas águas de rios e lagos, contamina a água e os peixes morrem.
Kléber diz:
- Quando deixamos sacos plásticos na beira da praia as ondas levam para o mar e as tartarugas comem pensando ser mãe d’água e morrem engasgadas.
Ao abrir este espaço para que os alunos expressem suas opiniões, temos a oportunidade de observar seus conhecimentos prévios sobre o assunto em questão e com isto constatamos que o indivíduo trás consigo informações relevantes sobre todo e qualquer assunto, e, que estas informações devem ser consideradas como ponto de partida para que prossigam na busca pelo conhecimento.
Muitas vezes pecamos por menosprezar a capacidade que as crianças possuem de construir seu conhecimento compreendendo a sua maneira, as causas e conseqüências de fatos sociais, históricos do mundo em que vivemos.
Neste caso, animais em extinção, percebem que na grande maioria as ações do ser humano é o que desencadeia a extinção de espécies animais que tem sua função na natureza. Com isto, reconhecem a importância de respeitar a natureza, colaborando para a sua preservação.
Posso afirmar que com estas atividades pude atingir com meus alunos os objetivos destinados também à área sócio-histórica:
- Socializar o saber visando uma melhor qualidade de vida, para que o homem, ao tentar mudar os rumos da história, possa humanizar-se cada vez mais;
- Despertar para a prática de mais amor, solidariedade e respeito entre todos e de todos com a natureza.
Os alunos foram levados a expressarem-se de forma oral enquanto íamos construindo o texto coletivo sobre cuidados com os animais domésticos, em específico os cães e gatos, quando questionados sobre o significado da palavra extinção e quando levados a refletirem sobre quais os fatores que contribuem para a extinção de algumas espécies de animais, quando levados a encontrarem palavras que rimassem para completar o poema “você viu” e quando lhes foram lançadas charadas.
Foram utilizados diferentes recursos para construírem a escrita: elaboração de texto coletivo, cruzadinhas, caça-palavras, enigma.
Concomitante a isto praticaram a leitura e interpretação de diferentes tipologias textuais: textos informativos, poemas, poesias, charadas.
Todas estas práticas levando-os a refletirem sobre os conhecimentos adquiridos, reforçando seus aprendizados na área das ciências naturais, pois o tema central (animais) foi abordado: animais domésticos e selvagens, animais em extinção, diferentes ninhos e ovos, característica
dos animais.
No dia 07-06 retomamos ao assunto já pesquisado sobre os cuidados com os animais domésticos, centralizando nos cães e gatos. A turma se demonstrou participativa e consciente dos cuidados necessários para a saúde e bem estar dos animaizinhos de estimação.
Um dos alunos iniciou a conversa assim:
- Professora, os animais precisam das mesmas coisas que a gente: de comida, de água, de carinho, de cuidados médicos como vacina e remédio quando estamos doentes.
Dentre esta houve outras falas significativas que foram registradas no texto coletivo.
No decorrer do estágio, pude perceber o quão importante é trabalhar a construção de texto coletivo, pois há a oportunidade de diálogo, assim podendo realmente constatar o quanto o aluno assimilou sobre o assunto desenvolvido, demonstrando o grau de compreensão e as formas de visão diferentes sobre um determinado tema, ou seja, o texto coletivo desenvolve o senso crítico, colaborativo, a oralidade e a organização de idéias.
No dia 08-06 estava previsto o conselho de classe, que ocorre de forma participativa (pais, alunos, profª), porém houve modificações nos dias destinados aos conselhos, ficando o conselho dos segundos anos para 16-06.
Neste dia então realizamos a leitura dos textos “Falando de ovos” e “As aves e seus ninhos” e charadas.
Após a leitura do texto informativo sobre as diferentes cores e tamanhos de ovos identificando as espécies de aves que os põe, os alunos foram estimulados a falarem que tipos de ovos conhecem.
O Herick disse:
-Tenho uma galinha que põe ovo azul, não sei por quê!
-Tenho pata, o ovo é maior que o da galinha.
Júlia falou:
- No mercado tem caixa com ovos brancos e vermelhos e os dois tipos são de galinha.
Matheus disse:
- Fui no sítio da vó e ela tem codorna, os ovos são pequenos e pintadinhos de preto.
Como tarefa de casa, teriam que desenhar e ou colar gravuras de diferentes tipos de ovos.
Em seguida foi distribuída uma folha xerocada na qual continha desenho de diferentes ninhos com o nome da ave que a constrói, estes foram observados pelos alunos e os mesmos foram instigados a falar quais as semelhanças e diferenças entre eles ( os ninhos), para que servem os ninhos e quais destes ninhos já conheciam.
Como semelhança disseram que quase todas as aves usam palha na construção de seus ninhos, o que modifica é o lugar onde colocam seu ninho. Dos ninhos disseram já conhecer o de galinha e o de João-de-barro.
Com as charadas sobre abrigos dos animais foram estimulados a identificar que animal vive em cada moradia.
No dia 09-06 trabalhamos com cruzadinha de animai silvestres para que conhecessem alguns dos animais e construíssem a escrita.
OBS: No dia 07-06 se familiarizaram com o conceito animais silvestres, identificando alguns destes animais na caça-palavra.
Mas pontuo como significativa a atividade desenvolvida com base na leitura do texto “A bicharada atrapalhada”, pois foi possível retomar as características físicas, forma de locomoção e sons produzidos por cada animal.
Foi uma maneira prazerosa de relembrar o que foi descoberto ao longo do projeto. Finalizaram com a criação de um animal diferente (mistura de partes de animais).
No dia 10-06 realizamos cruza animais selvagens como fixação do assunto já desenvolvido, bem como para aperfeiçoar a escrita. Trabalhamos com o poema “ Você viu” com o qual realizaram leitura e completaram com rimas.
A semana fechou com chave de ouro, pois os alunos que trouxeram a foto de seu animal de estimação realizaram a colagem da mesma e logo abaixo escreveram: Se meu. .......... falasse, ele diria: ............. Já os alunos que não trouxeram fotos, desenharam e pintaram o seu animal de estimação.
Logo em seguida foi entregue folha xerocada contendo enigma para descobrir alguns animais ameaçados de extinção, sendo feita a leitura dos nomes destes animais.
Estava previsto a pesquisa na internet sobre estes animais e as causas desta ameaça, mas por não dispor de tempo adequado para a realização, preferi então deixá-la para outra oportunidade.
Utilizei o tempo disponível para uma conversa sobre o assunto.
Iniciei perguntando:
- Quem sabe me dizer o significado da palavra extinção?
- Quando todos da mesma espécie morrem, deixando de existir. Respondeu o Matheus.
Segui perguntando:
- Estes animais merecem deixar de existir?
A turma em coro respondeu:
-Não.
Matheus argumentou:
- Eles não merecem deixar de existir, pois nunca fazem mal para ninguém.
Gabriel completou:
- Só fazem mal para se proteger e proteger seus filhotes.
Herick fala:
- As tartarugas marinhas nos protegem das algas marinhas e mães d’água evitando que a gente leve choque.
Os questionei se sabiam o porquê de alguns animais estarem ameaçados de extinção.
Obtive como respostas:
- Porque os humanos matam para vender, como o rinoceronte, que os homens matam para tirar o chifre para vender; como o leão que matam para usar sua cabeça para enfeitar;
- Matam o jacaré e cobra para fazer sapatos, bolsas e cintos.
A Taise expõe outra causa, dizendo:
- Ao cortar árvores, podemos estragar os ninhos dos passarinhos e eles perdem o seu lugar de morar.
Gabriel completa:
- Ao jogar lixo na praia ou nas águas de rios e lagos, contamina a água e os peixes morrem.
Kléber diz:
- Quando deixamos sacos plásticos na beira da praia as ondas levam para o mar e as tartarugas comem pensando ser mãe d’água e morrem engasgadas.
Ao abrir este espaço para que os alunos expressem suas opiniões, temos a oportunidade de observar seus conhecimentos prévios sobre o assunto em questão e com isto constatamos que o indivíduo trás consigo informações relevantes sobre todo e qualquer assunto, e, que estas informações devem ser consideradas como ponto de partida para que prossigam na busca pelo conhecimento.
Muitas vezes pecamos por menosprezar a capacidade que as crianças possuem de construir seu conhecimento compreendendo a sua maneira, as causas e conseqüências de fatos sociais, históricos do mundo em que vivemos.
Neste caso, animais em extinção, percebem que na grande maioria as ações do ser humano é o que desencadeia a extinção de espécies animais que tem sua função na natureza. Com isto, reconhecem a importância de respeitar a natureza, colaborando para a sua preservação.
Posso afirmar que com estas atividades pude atingir com meus alunos os objetivos destinados também à área sócio-histórica:
- Socializar o saber visando uma melhor qualidade de vida, para que o homem, ao tentar mudar os rumos da história, possa humanizar-se cada vez mais;
- Despertar para a prática de mais amor, solidariedade e respeito entre todos e de todos com a natureza.
sexta-feira, junho 04, 2010
INTERDISCIPLINARIEDADE: APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA
Durante todas as semanas de aplicação do projeto de estágio me dediquei a desenvolver atividades que contemplassem todas as áreas do conhecimento levando em consideração os interesses demonstrados pela turma.
Na semana 7, focalizamos os animais de estimação existentes no grupo, onde cada um trouxe a foto de seu animal de estimação e, os que não possuíam fotos reveladas, já que estamos na era digital e as mesmas ficam armazenadas no computador, levaram para a sala recorte de animais que se assemelham aos seus para montarmos um mural. Conforme iam até o mural para anexar seu animalzinho, o apresentavam para a turma dizendo seu nome, sua personalidade, sua característica física, sua forma de alimentação quando filhotes e adultos, sua moradia: aquário/casinha/galinheiro/gaiola, lugar que preferem ficar, suas brincadeiras, os cuidados diários que têm com eles.
Nesta atividade houve muita interação e motivação, além de trocas e ampliação do conhecimento sobre os animais domésticos como: cobertura do corpo, forma de alimentação e reprodução e cuidados necessários com estes animais. Com esta atividade trabalhamos a área das ciências e área da linguagem, pois tudo foi relatado oralmente.
Seguimos para a produção artística, utilizando as tecnologias para representar através de desenho no paint o seu animal de estimação. Para muitos, esta atividade foi algo novo, pois nunca haviam utilizado o computador ou este programa. Tiveram auxílio dos colegas que já manusearam esta ferramenta.
Na semana 8, pesquisamos na internet as diferentes raças de cães e gatos utilizando o notebook e data show em sala de aula, descobrindo sobre a origem de cada raça e a data em que surgiram. Nesta aula trabalhamos a história, geografia e matemática, pois conheceram a história de cada raça, o ano em que surgiram, calculando a quanto tempo estas raças já existem e visualizando no globo terrestre onde se localiza cada país de origem.
Trabalhamos também com cruzadinhas, caça-palavras, jogo da forca para que pudéssemos construir a escrita do nome dos animais domésticos, destacando nº de letras e sons, nº de vogais e consoantes, letra inicial e final. Enfim, trabalhar a área da linguagem utilizando palavras com significado para a turma.
Mesmo sabendo que este espaço é destinado à reflexão, preferi relatar o que ocorreu durante a semana para aos que aqui chegarem consigam compreender a reflexão feita.
No meu projeto de estágio havia colocado como meu objetivo enquanto estagiária era:
- Desenvolver um conteúdo pragmático de forma a propiciar aos alunos a pesquisa para a construção do conhecimento a partir de seus interesses;
- Interligar os interesses / curiosidades presentes na turma com o tema proposto;
E a justificativa que utilizei para o desenvolvimento deste projeto foi:
Escolhi o tema "Construindo nossos conhecimentos sobre os animais" por ter observado o interesse da turma em obter informações sobre o João de Barro que construiu sua casa na janela de uma das salas.
Utilizando este interesse como fio condutor será possível desenvolver um conteúdo pré-definido para a série de forma mais produtiva, flexiva, prazerosa e in terdisciplinar, tornando suas aprendizagens significativas, pois durante o projeto os alunos terão autonomia para decidir quais animais pesquisar, bem como o que pesquisar sobre os mesmos.
Portanto, analisando meu fazer pedagógio percebo que estou atingindo meus objetivos enquanto estagiária e estou fazendo jus a justificativa a qual escolhi para o desenvolvimento do projeto.
No início estava muito insegura e ansiosa, pois confesso que sentia receio de não conseguir desenvolver um projeto, que a primeira vista tinha o seu tema muito tradicional, de forma inovadora. Mas agora tenho muita segurança em afirmar que é possível tornar um assunto atrativo, instigante e inovador, modificando a postura, tendo um novo olhar. Ou seja não adianta utilizar temas mirabolantes e não ter uma nova prática, pois o que faz a diferença em sala de aula é a forma de agir. E acredito que minha forma de agir modificou e de forma positiva.
Finalizo esta postagem com duas citações que embasam meu projeto de estágio:
"O educador-educando, dialógico, problematizador, o conteúdo programático da educação não é uma doação ou uma imposição - um conjunto de informes a ser depositado nos educandos - mas a devolução organizada, sistematizada e acrescentada ao povo daqueles elementos que este lhe entregou de forma desestruturada".
FREIRE
" Há que se planejar diferentes estratégias para a aprendizagem de Ciência, levando em consideração a interdisciplinaridade, propiciando encontro entre as áreas do conhecimento, já que todos os fenômenos que nos cercam, o ambiente, seja ele construído pelo homem ou o meio natural, na verdade é um todo influenciado por muitos fatores sociais, políticos, econômicos, químicos, físicos, biológicos e ecológicos".
José Carlos Del Pino 1995
Na semana 7, focalizamos os animais de estimação existentes no grupo, onde cada um trouxe a foto de seu animal de estimação e, os que não possuíam fotos reveladas, já que estamos na era digital e as mesmas ficam armazenadas no computador, levaram para a sala recorte de animais que se assemelham aos seus para montarmos um mural. Conforme iam até o mural para anexar seu animalzinho, o apresentavam para a turma dizendo seu nome, sua personalidade, sua característica física, sua forma de alimentação quando filhotes e adultos, sua moradia: aquário/casinha/galinheiro/gaiola, lugar que preferem ficar, suas brincadeiras, os cuidados diários que têm com eles.
Nesta atividade houve muita interação e motivação, além de trocas e ampliação do conhecimento sobre os animais domésticos como: cobertura do corpo, forma de alimentação e reprodução e cuidados necessários com estes animais. Com esta atividade trabalhamos a área das ciências e área da linguagem, pois tudo foi relatado oralmente.
Seguimos para a produção artística, utilizando as tecnologias para representar através de desenho no paint o seu animal de estimação. Para muitos, esta atividade foi algo novo, pois nunca haviam utilizado o computador ou este programa. Tiveram auxílio dos colegas que já manusearam esta ferramenta.
Na semana 8, pesquisamos na internet as diferentes raças de cães e gatos utilizando o notebook e data show em sala de aula, descobrindo sobre a origem de cada raça e a data em que surgiram. Nesta aula trabalhamos a história, geografia e matemática, pois conheceram a história de cada raça, o ano em que surgiram, calculando a quanto tempo estas raças já existem e visualizando no globo terrestre onde se localiza cada país de origem.
Trabalhamos também com cruzadinhas, caça-palavras, jogo da forca para que pudéssemos construir a escrita do nome dos animais domésticos, destacando nº de letras e sons, nº de vogais e consoantes, letra inicial e final. Enfim, trabalhar a área da linguagem utilizando palavras com significado para a turma.
Mesmo sabendo que este espaço é destinado à reflexão, preferi relatar o que ocorreu durante a semana para aos que aqui chegarem consigam compreender a reflexão feita.
No meu projeto de estágio havia colocado como meu objetivo enquanto estagiária era:
- Desenvolver um conteúdo pragmático de forma a propiciar aos alunos a pesquisa para a construção do conhecimento a partir de seus interesses;
- Interligar os interesses / curiosidades presentes na turma com o tema proposto;
E a justificativa que utilizei para o desenvolvimento deste projeto foi:
Escolhi o tema "Construindo nossos conhecimentos sobre os animais" por ter observado o interesse da turma em obter informações sobre o João de Barro que construiu sua casa na janela de uma das salas.
Utilizando este interesse como fio condutor será possível desenvolver um conteúdo pré-definido para a série de forma mais produtiva, flexiva, prazerosa e in terdisciplinar, tornando suas aprendizagens significativas, pois durante o projeto os alunos terão autonomia para decidir quais animais pesquisar, bem como o que pesquisar sobre os mesmos.
Portanto, analisando meu fazer pedagógio percebo que estou atingindo meus objetivos enquanto estagiária e estou fazendo jus a justificativa a qual escolhi para o desenvolvimento do projeto.
No início estava muito insegura e ansiosa, pois confesso que sentia receio de não conseguir desenvolver um projeto, que a primeira vista tinha o seu tema muito tradicional, de forma inovadora. Mas agora tenho muita segurança em afirmar que é possível tornar um assunto atrativo, instigante e inovador, modificando a postura, tendo um novo olhar. Ou seja não adianta utilizar temas mirabolantes e não ter uma nova prática, pois o que faz a diferença em sala de aula é a forma de agir. E acredito que minha forma de agir modificou e de forma positiva.
Finalizo esta postagem com duas citações que embasam meu projeto de estágio:
"O educador-educando, dialógico, problematizador, o conteúdo programático da educação não é uma doação ou uma imposição - um conjunto de informes a ser depositado nos educandos - mas a devolução organizada, sistematizada e acrescentada ao povo daqueles elementos que este lhe entregou de forma desestruturada".
FREIRE
" Há que se planejar diferentes estratégias para a aprendizagem de Ciência, levando em consideração a interdisciplinaridade, propiciando encontro entre as áreas do conhecimento, já que todos os fenômenos que nos cercam, o ambiente, seja ele construído pelo homem ou o meio natural, na verdade é um todo influenciado por muitos fatores sociais, políticos, econômicos, químicos, físicos, biológicos e ecológicos".
José Carlos Del Pino 1995
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APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA
domingo, maio 30, 2010
DEMONSTRAÇÃO DE AUTONOMIA, COOPERAÇÃO E INVESTIGAÇÃO
Durante a aula de terça-feira retomamos ao quadro das certezas e dúvidas e ao texto coletivo realizando as leituras, na sequência analisamos se todas as nossas dúvidas foram esclarecidas, se nossas certezas permaneceram as mesmas ou foram modificadas.
A turma percebeu que uma de suas certezas não foi modificada, mas acrescentada, pois disseram que a casa do João de Barro é construída de barro, mas além de barro usam capim e esterco. Disseram que suas dúvidas foram esclarecidas ao mesmo tempo em que descobriram nas pesquisas mais do que haviam pensado no dia em que construímos o quadro.
Os estimulei a falarem o que especificamente descobriram além. Citaram:
* O tempo que o casal leva para construir sua casa;
* Que constroem uma casa por ano, geralmente uma em cima da outra;
* Que a fêmea cuida sozinha do ninho durante a noite;
* Que a fêmea coloca de 3 a 4 ovos;
* Que esta ave é mais ativa nos dias mais quentes e claros;
* Que as abelhas fecham com cera a porta das casas abandonadas formando suas colméias...
Ficaram tão satisfeitos com as descobertas a ponto de não terem mais curiosidades sobre o João-de-Barro, mas estão curiosos para saber sobre as outras aves, pois me perguntavam:
Como são os ninhos das outras aves?
O canto dos outros pássaros são iguais ao do João de Barro?
Todas as aves comem larvas, minhocas como o João de Barro?
Também são as fêmeas que cuidam do ninho a noite?
Os ovos são do mesmo tamanho e cor?
Quanto tempo leva para chocar os ovos?
Como são as características e hábitos das outras aves?
Ouvi ao fundo um aluno dizer baixinho:
- O ninho da águia é de palha.
- A coruja prefere a noite!
Achei extremamente interessante a linha de raciocínio da turma, pois se sentiram saciados com as descobertas sobre o João de Barro, mas surgiram curiosidades sobre as outras aves para comparar com o que descobriram.
Isto comprova que o espírito investigativo deve ser estimulado e não podado.
Quando perguntei que outras dúvidas ou curiosidades surgiram para realizar novas buscas, poderiam ter simplesmente dito: - não temos mais dúvidas e curiosidades sobre o João de Barro. Mas não, disseram: - Naõ temos mais dúvidas e curiosidades sobre o João de Barro, mas as outras aves tem o mesmo canto que o João de Barro? Comem a mesma coisa que eles? Seus ninhos são feitos como, onde e de que?
Enfim, demonstraram gosto por esta forma de trabalho, de ir em busca de suas curiosidades.
Eu enquanto educadora e estagiária me sinto feliz por ter conseguido plantar uma sementinha e cultivar com tanto cuidado e dedicação e vê-la crescendo. Com certeza estes alunos, hoje estimulados e picados pelo mosquitinho da dúvida e da curiosidade seguirão por este belo caminho: buscar o conhecimento, sendo agentes no processo de ensino aprendizagem, não admitindo serem apenas passivos a espera de respostas prontas as suas dúvidas.
Afirmo isto, pois no dia seguinte alguns alunos que possuem computador com banda larga chegaram na escola com anotações de suas buscas.
Usaram de sua autonomia não esperando até o dia em que conseguiríamos agendar o laboratório de informática para encontrar algumas informações que o grupo julgou necessário possuir.
Estes alunos me entregaram as folhas com brilho nos olhos e um sorriso de satisfação dizendo:
- Oh profª, o que conseguimos, leia para a turma!
Vejo presente neste relato alguns elementos constitutivos de um PA: cooperação, autonomia e investigação.
A turma percebeu que uma de suas certezas não foi modificada, mas acrescentada, pois disseram que a casa do João de Barro é construída de barro, mas além de barro usam capim e esterco. Disseram que suas dúvidas foram esclarecidas ao mesmo tempo em que descobriram nas pesquisas mais do que haviam pensado no dia em que construímos o quadro.
Os estimulei a falarem o que especificamente descobriram além. Citaram:
* O tempo que o casal leva para construir sua casa;
* Que constroem uma casa por ano, geralmente uma em cima da outra;
* Que a fêmea cuida sozinha do ninho durante a noite;
* Que a fêmea coloca de 3 a 4 ovos;
* Que esta ave é mais ativa nos dias mais quentes e claros;
* Que as abelhas fecham com cera a porta das casas abandonadas formando suas colméias...
Ficaram tão satisfeitos com as descobertas a ponto de não terem mais curiosidades sobre o João-de-Barro, mas estão curiosos para saber sobre as outras aves, pois me perguntavam:
Como são os ninhos das outras aves?
O canto dos outros pássaros são iguais ao do João de Barro?
Todas as aves comem larvas, minhocas como o João de Barro?
Também são as fêmeas que cuidam do ninho a noite?
Os ovos são do mesmo tamanho e cor?
Quanto tempo leva para chocar os ovos?
Como são as características e hábitos das outras aves?
Ouvi ao fundo um aluno dizer baixinho:
- O ninho da águia é de palha.
- A coruja prefere a noite!
Achei extremamente interessante a linha de raciocínio da turma, pois se sentiram saciados com as descobertas sobre o João de Barro, mas surgiram curiosidades sobre as outras aves para comparar com o que descobriram.
Isto comprova que o espírito investigativo deve ser estimulado e não podado.
Quando perguntei que outras dúvidas ou curiosidades surgiram para realizar novas buscas, poderiam ter simplesmente dito: - não temos mais dúvidas e curiosidades sobre o João de Barro. Mas não, disseram: - Naõ temos mais dúvidas e curiosidades sobre o João de Barro, mas as outras aves tem o mesmo canto que o João de Barro? Comem a mesma coisa que eles? Seus ninhos são feitos como, onde e de que?
Enfim, demonstraram gosto por esta forma de trabalho, de ir em busca de suas curiosidades.
Eu enquanto educadora e estagiária me sinto feliz por ter conseguido plantar uma sementinha e cultivar com tanto cuidado e dedicação e vê-la crescendo. Com certeza estes alunos, hoje estimulados e picados pelo mosquitinho da dúvida e da curiosidade seguirão por este belo caminho: buscar o conhecimento, sendo agentes no processo de ensino aprendizagem, não admitindo serem apenas passivos a espera de respostas prontas as suas dúvidas.
Afirmo isto, pois no dia seguinte alguns alunos que possuem computador com banda larga chegaram na escola com anotações de suas buscas.
Usaram de sua autonomia não esperando até o dia em que conseguiríamos agendar o laboratório de informática para encontrar algumas informações que o grupo julgou necessário possuir.
Estes alunos me entregaram as folhas com brilho nos olhos e um sorriso de satisfação dizendo:
- Oh profª, o que conseguimos, leia para a turma!
Vejo presente neste relato alguns elementos constitutivos de um PA: cooperação, autonomia e investigação.
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ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DE UM PA
domingo, maio 16, 2010
SATISFAÇÃO COM AS PRÁTICAS DA QUINTA SEMANA


Fiz algumas alterações no planejamento da semana.
No dia 10/05 realizamos a dramatização das lendas nos mesmos grupos nos quais realizaram as releituras, assim como trabalhamos as palavras que escolheram das lendas, identificando às letras iniciais, as finais, a quantidade de letras, de vogais e consoantes e quantidades de sons.
No dia 11/05 trabalhamos com o texto coletivo, onde cada grupo recebeu um envelope contendo tiras com as frases, devendo ordená-las para formar o parágrafo (cada grupo recebeu um parágrafo para ordenar). Logo após um representante de cada grupo realizou a leitura de seu parágrafo para que a turma identificasse o parágrafo lido. Ex: o 1º, o último, o 2º... Concluindo com a leitura na ordem correta.
No dia 12/05 apresentei a música João de Barro de Sérgio Reis, a qual os alunos atenciosamente escutaram. Ao término da música, realizamos uma conversa para compreenderem a mensagem deixada por ela, refletindo sobre a mesma.
Ao indagá-los sobre: - É verdade que o João de Barro tranca a porta de sua morada com sua amada presa para o resto da vida quando ela o trai? Responderam que não, pois a casa está fechada quando o casal já abandonou e as abelhas fecham transformando a casa em colméias. Com isto identificaram a música como uma lenda, pois apresenta fatos reais e imaginários.
Assim demonstraram seu conhecimento construído através das pesquisas realizadas.
Afixei na parede a letra da música para que realizássemos a leitura e observação de sua estrutura, identificando a tipologia textual, verificando a quantidade de versos e estrofes, destacando as palavras que desejavam estudar. Conforme iam escolhendo, oralmente realizávamos a contagem de letras, quantas vogais e consoantes, qual a letra inicial e final, quantas vogais e consoantes. Após receberam mimeografada a letra da música para terem para si o registro realizado primeiro coletivamente. Abaixo da letra da música representaram a mesma através de desenho. No caderno registraram as dez primeiras palavras destacadas em uma tabela com o número de letras e sons.
OBS: A pedido dos alunos a aula aconteceu com a música tocando ao fundo.
Finalizamos a aula com a confecção de casas de João de Barro.
Enquanto manuseavam a argila os observava e percebi que era o primeiro contato com este material, pois comentavam entre os grupos:
- Que gelado!
-Parece barro.
- Mas é barro.
- É como massinha de modelar.
O aluno Gabriel falou:
-Professora na porta tem uma voltinha.
E perguntei a ele:
- Quantas peças é dividida a casa do João de Barro?
-Acho que três: cozinha, sala e o quarto para os bebês. Falou o menino.
- E o que você acha que tem no quarto?
- O ninho professora.
Expliquei aos alunos que na casa só há duas partes.
Retornei ao lado do Gabriel e perguntei:
- Em qual dos lados você acha que fica o ninho?
O menino respondeu:
- Aqui professora (apontando para o lado correto).
- Porque você acha que é aí?
- Porque é mais protegido do vento e da chuva.
Então, perguntei aos demais e todos deram a mesma resposta e justificativa.
Através desta conversa descontraída pude avaliar a aprendizagem de meus alunos, bem como a prática utilizada para o alcance da mesma.Muitas vezes os educadores pensam que a avaliação só pode ser realizada através de provas, registros que a meu ver não passam de burocracia, que servem apenas para avaliar o aproveitamento do educando, como se a prática não devesse ser analisada.Sem contar que a avaliação por provas muitas vezes não se obtem o real resultado, pois por ter um caráter formal os alunos apresentam-se nervosos não conseguindo expressar claramente seus conhecimentos sobre o assunto em questão.
Estou satisfeita a cada dia que passa, pois percebo que tanto a minha prática quanto o rendimento de meus alunos estão ocorrendo de forma positiva.
No dia 13/05 demos continuidade ao registro das palavras destacadas na música, pois acrescentamos as palavras restantes na tabela colocando a quantidade de letras e sons que as compõe.
Durante esta semana os alunos viram por duas vezes o casal de João de barro no telhado do pavilhão ao lado. Paravam o que estavam fazendo para observá-los da janela. Os deixava a vontade, pois faz parte do processo de aprendizagem a observação do objeto de estudo.
Conversavam entre si apontando suas hipóteses de quem era o macho e quem era a fêmea. Uns diziam: - O macho é o mais gordo! E outros: - Acho que o mais gordo é a fêmea, pois pode ser os ovinhos na barriga!
Refletindo sobre a prática desta semana pude perceber o quanto modifiquei meu fazer pedagógico, pois a alguns anos atrás não conseguiria conceber meus alunos pararem as atividades para ficarem olhando para janela e agora tenho uma outra visão. Acredito que qualquer interesse surgido pelos alunos devem ser valorizado e aproveitado no processo de aprendizagem.
Nosso projeto desde o princípio mobilizou alguns integrantes da escola, pois de início o funcionário Alex me auxiliou tirando as fotos da casinha em vários ângulos, no momento que foi até a sala para varrê-la e o mesmo conseguiu para o dia 12/05 um rádio que tocasse o CD em MP3 enquanto organizava a sala de aula.
Na sexta-feira fui chamada por uma das merendeiras para ir com a turma até o refeitório para que pudéssemos ver o casal na horta comendo alface e minhocas. Fomos em silêncio e pé por pé para não espantá-los. Ficamos uns 15 minutos enfileirados na janela apreciando a cena, tivemos a sorte de escutá-los cantando. Foi maravilhoso este contato, pois vimos na prática o que foi descoberto com as pesquisas: a forma de alimentação e sua cantoria melodiosa.
Os alunos aproveitaram para explicar que não é o João de Barro que fecha sua casa e sim as abelhas, pois uma merendeira perguntou se eles sabiam que quando traídos eles trancavam a fêmea dentro da casa.
Colaboramos para que esta aprendizagem chegasse a outras pessoas, tanto para esta merendeira que acreditava na lenda a qual conhecia e tinha como verdade, quanto para uma professora que me pediu as lendas para que pudesse ler a seus alunos que no turno da tarde ocupam a sala na qual foi construída a casinha.
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PRÁTICAS DA QUINTA SEMANA
domingo, maio 09, 2010
Nesta semana não foi possível a aplicação do plano semanal na íntegra, pois muitos fatos ocasionaram a adaptação do planejamento, dentre eles, a nossa reunião para planejamento, que aconteceu na terça-feira, problemas técnicos (rádio que não lia o CD) e trabalhos para as mães.
Na segunda-feira conseguimos realizar as atividades propostas. Iniciamos a aula com a distribuição de folha mimeografada contendo o texto construído coletivamente, realizando então a leitura do mesmo.
Não havia percebido que no momento de escrever o texto na matriz, acabei esquecendo de colocar uma das informações e ao realizarmos a leitura em grupo os alunos sentiram a falta e comentaram : - Professora, aqui não está escrito que a casa do João de Barro tem o formato de forno e que a porta é redonda.
Tive que me desculpar perante o grupo, explicando que no momento em que passei o texto pra matriz já estava muito tarde e que o cansaço foi o responsável pela minha falha, então sugeri que escrevessem ao final do texto, como complemento.
O fato de terem percebido a incompletude do texto demonstra a importância que deram a sua construção, não admitindo que as informações coletadas e vistas como significativas fossem descartadas, pois fazem parte de suas descobertas.
Seguimos com a escolha de algumas palavras do texto para desenvolvermos atividades da área da linguagem, mais especificamente a estrutura da palavra - construção da escrita - quantidade de letras e sons que cada palavra possui, identificação da letra inicial e final, quantidade de vogais e consoantes que compõe as palavras.
Finalizamos com o jogo da forca com a turma dividida em equipes utilizando as palavras destacadas no texto para sistematizar a atividade desenvolvida.
Esta atividade recreativa foi utilizada para observar as produções escritas individuais para detectar em que nível da escrita se encontram os alunos, já que cada componente de cada grupo teria a sua vez de ir até o quadro escolhendo uma das palavras colocando os traços que correspondem a quantidade de letras que a palavra escolhida possui.
Nos demais dias da semana tive que adequar as atividades propostas, devido aos fatos já citados acima, ficando muitas delas para a próxima semana.
Através destas práticas estou percebendo, ou melhor constatando que ao trabalharmos com texto coletivo,de forma contextualizada, explorando palavras que o compõe a aprendizagem torna-se mais significativa, tanto para os educandos quanto para nós educadores. Cheguei a esta conclusão por fazer um paralelo com a minha outra turma, na qual tenho que aplicar o programa Alfa e Beto, pois não tenho abertura para desenvolver aulas onde meus alunos possam escolher um assunto que desejam pesquisar, saciando suas curiosidades, pois as aulas vem prontas, com textos a serem trabalhados a cada unidade (textos que não fazem sentido para a turma). Neste programa nós enquanto educadores devemos seguir de forma rigorosa as unidades propostas, pois de mês a mês temos que enviar as aulas dadas para que possam ter um controle se estamos aplicando ou não. Me sinto podada e podando meus alunos, pois estamos presos a um programa que não possibilita a aprendizagem construída de acordo com o interesse e a realidade do grupo. Com este programa os alunos também se alfabetizarão, mas não da mesma forma que a turma com a qual estou estagiando, pois a alfabetização dar-se-á de maneira mais restrita: sem liberdade e prazer.
Na segunda-feira conseguimos realizar as atividades propostas. Iniciamos a aula com a distribuição de folha mimeografada contendo o texto construído coletivamente, realizando então a leitura do mesmo.
Não havia percebido que no momento de escrever o texto na matriz, acabei esquecendo de colocar uma das informações e ao realizarmos a leitura em grupo os alunos sentiram a falta e comentaram : - Professora, aqui não está escrito que a casa do João de Barro tem o formato de forno e que a porta é redonda.
Tive que me desculpar perante o grupo, explicando que no momento em que passei o texto pra matriz já estava muito tarde e que o cansaço foi o responsável pela minha falha, então sugeri que escrevessem ao final do texto, como complemento.
O fato de terem percebido a incompletude do texto demonstra a importância que deram a sua construção, não admitindo que as informações coletadas e vistas como significativas fossem descartadas, pois fazem parte de suas descobertas.
Seguimos com a escolha de algumas palavras do texto para desenvolvermos atividades da área da linguagem, mais especificamente a estrutura da palavra - construção da escrita - quantidade de letras e sons que cada palavra possui, identificação da letra inicial e final, quantidade de vogais e consoantes que compõe as palavras.
Finalizamos com o jogo da forca com a turma dividida em equipes utilizando as palavras destacadas no texto para sistematizar a atividade desenvolvida.
Esta atividade recreativa foi utilizada para observar as produções escritas individuais para detectar em que nível da escrita se encontram os alunos, já que cada componente de cada grupo teria a sua vez de ir até o quadro escolhendo uma das palavras colocando os traços que correspondem a quantidade de letras que a palavra escolhida possui.
Nos demais dias da semana tive que adequar as atividades propostas, devido aos fatos já citados acima, ficando muitas delas para a próxima semana.
Através destas práticas estou percebendo, ou melhor constatando que ao trabalharmos com texto coletivo,de forma contextualizada, explorando palavras que o compõe a aprendizagem torna-se mais significativa, tanto para os educandos quanto para nós educadores. Cheguei a esta conclusão por fazer um paralelo com a minha outra turma, na qual tenho que aplicar o programa Alfa e Beto, pois não tenho abertura para desenvolver aulas onde meus alunos possam escolher um assunto que desejam pesquisar, saciando suas curiosidades, pois as aulas vem prontas, com textos a serem trabalhados a cada unidade (textos que não fazem sentido para a turma). Neste programa nós enquanto educadores devemos seguir de forma rigorosa as unidades propostas, pois de mês a mês temos que enviar as aulas dadas para que possam ter um controle se estamos aplicando ou não. Me sinto podada e podando meus alunos, pois estamos presos a um programa que não possibilita a aprendizagem construída de acordo com o interesse e a realidade do grupo. Com este programa os alunos também se alfabetizarão, mas não da mesma forma que a turma com a qual estou estagiando, pois a alfabetização dar-se-á de maneira mais restrita: sem liberdade e prazer.
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FLEXIBILIDADE NO PLANEJAMENTO
domingo, maio 02, 2010



Devido a festividade referente ao Jubileu de Prata da escola, tive que adequar o meu planejamento.
Ao iniciar a semana, soube que na 5ª e 6ª feira todas as turmas da escola deveriam prestigiar, do início ao fim, as exposições e relatos históricos da escola. Portanto, na 2ª feira realizamos nossas pesquisas sobre o João de Barro, que estava prevista para 6ª feira, bem como a observação das fotos do João de Barro e das três casas.
No primeiro momento observaram as fotos, colocando suas impressões sobre elas. Ao perguntar sobre as semelhanças e diferenças, disseram-me que apenas uma estava diferente, pois não estava completa. Então, os instiguei a refletir sobre o motivo da mesma não estar completa. Alguns alunos disseram: - Ele (o João de Barro) ainda está construindo, já outros : - A chuva pode ter destruído.
Conseguiram observar algo diferente em uma delas, que por mim passou despercebido, e perguntaram : - O que é isto professora pendurado na casinha? É uma palha ou uma pena? Não conseguimos distinguir, pois não estava muito nítido.
Mostrei em seguida um João de Barro que estava caminhando em direção a um monte de capim (grama que havia sido cortada e não retirada do chão). Aproveitei para indagá-los: - O que ele pode estar indo fazer? Responderma-me: - Procurar comida.
- Pegar capim pra colocar no ninho.
Tinham o interesse em descobrir se o passarinho era macho ou fêmea. Iam perto para ver se achavam um detalhe (órgão genital) para matar a charada. Achei bárbaro!
Após, seguimos para as pesquisas no google, com a qual perceberam que o ninho era feito de barro, capim (palha) e esterco. Aproveitei para perguntar se sabiam o que era esterco e diseram-me: -É coco de cavalo, de cachorro...
Disseram-me também: Ah professora, se a casa é feita de barro, capim e esterco, o que vimos é capim!
Enquanto lia para a turma o que achamos, eles interagiam comentando a respeito. Tanto que quando li sobre as características do animal, onde dizia que há muita semelhança entre o macho e a fêmea, pois ambos tem o corpo com plumagem de cor parda, com cor de ferrugem nas costas e principalmente na cauda. A fêmea só pode ser identificada pelo hábito de ocupar à noite, sozinha, o ninho com os ovos e filhotes, mais do que depressa, dizeram-me, quase que em coro: - Descobrimos! Na foto é uma fêmea! Pois se fica a noite toda sozinha no ninho, deve sair durante o dia!
Achei fascinante, pois prestavam atenção a cada detalhe da leitura para encontar as respostas para as dúvidas surgidas sobre os objetos observados, relacionando o texto ao que viram.
Na 3ª feira, retornamos ao áudio visual para que pudessem conhecer as lendas que escolhi para ler a eles. Primeiro perguntei se conheciam algumas lendas e como a resposta foi positiva, pedi que citassem quais. Dentre elas citaram a lenda da mula sem cabeça, do saci, do lobisomem, da Cuca, do velho do saco, do Curupira...
Segui os questionamentos: - Estes personagens existem na vida real? Disseram-me que não.
Introduzi então conceito de lenda, dizendo que são histórias criadas onde mistura-se situações reais com imaginárias, que passam de geração pra geração, podendo existir versões diferentes sobre a mesma.
Combinei que contaria três lendas sobre o João de Barro e, que ao término de cada uma, teriam que relatar o que foi modificado nelas, bem como que fatos poderiam ser reais e quais imaginários.
Não foi possível realizar a releitura das lendas, pois a turma tinha a hora do conto na biblioteca. Neste dia, sugeri que a bibliotecária fizesse o contrário: ao invés dela ser a contadora de histórias fossem eles. Ou seja, que eles contassem a ela as lendas que acabaram de conhecer. Ela topou e disse ter sido uma bela experiência.
Na 4ª feira realizamos a construção do texto coletivo sobre as pesquisas realizadas na 2ª feira. Confesso que no primeiro momento pensei que não seria possível a construção do mesmo pela "quebra" na reorganização de meu planejamento, mas me surpreendi com a capacidade de meus alunos, pois lembravam detalhadamente do que ouviram.
Este fato comprova cada vez mais que quando trabalhamos com os interesses da turma a aprendizagem realmente se efetiva, pois o assunto é significativo para o grupo. Muitas vezes trabalhamos com os alunos incessavelmente algum coteúdo - seja ele pré-estabelecido ou escolhido pelo grupo - e não atingem o resultado esperado. Se refletirmos sobre isto, encontraremos as respostas, que poderão ser inúmeras, dentre elas a forma com a qual desenvolvemos nossa prática. Se apenas "jogamos" as informações, sem haver interação e reflexão, não ocorrerá a aprendizagem. Poderá haver apenas a memorização por um curto espaço de tempo. Do contrário, se o conhecimento for construído, tendo como elementos costitutivos a cooperação, a interação, a reflexão... as informações encontradas realmente farão sentido não sendo necessário a repetição, pois esta prática leva apenas a memorização e não a aprendizagem.
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ADEQUAÇÃO DO PLANEJAMENTO
domingo, abril 25, 2010
Conteúdos pré estabelecidos ou construídos?
Durante estas duas semanas de estágio não foi possível utilizar os recursos tecnológicos colocados em meu projeto de estágio. Como comentado na página de apresentação de minha escola, o ambiente informatizado necessita de melhorias na rede elétrica e o acesso à internet neste ambiente só ocorrerá quando for adquirido outro modem, já que houve o roubo do antes existente. Não temos previsão de quando serão realizadas as melhorias necessárias, pois tudo é moroso na rede estadual de ensino.
Como temos a sala de áudio visual equipada com data show e notebook, pensei neste espaço como plano B, porém não consegui agendá-lo nas primeiras semanas pelo fato dos alunos e professores da área estar utilizando-o para a preparação das apresentações do projeto Jubileu de Prata da escola, que ocorrerá nos dias 29/04 e 30/04.
Mas ainda bem que planejamento é flexível! Aproveitei para realizar atividades que possibilitaram a troca de experiência, o levantamento de hipóteses. Minhas aulas foram dinâmicas com muito diálogo e reflexão sobre o que nelas produziram. Pude através do diálogo, detectar os conhecimentos prévios de meus alunos sobre os animais em geral, bem como sobre o João de Barro em específico, o que é de extrema importância para saber qual será o ponto de partida.
Durante muito tempo, fomos levados a seguir os conteúdos da série de forma engessada, cito como exemplo na antiga 1ª série trabalhar os animais domésticos e selvagens, na 2º as características dos animais, na 3ª os úteis e nocivos e na 4ª a classificação dos animais. Este tipo de postura parecia estabelecer o que era viável ou não desenvolver conforme a faixa etária dos alunos, o que hoje me parece menosprezar a capacidade dos mesmos, pois muitos de meus alunos de 2º ano demonstraram uma grande bagagem de conhecimento sobre este assunto. Tanto que alguns alunos em suas colocações mostraram ter consciência de que não são só as aves que nascem de ovos, pois o jacaré e a tartaruga também nascem assim; que os animais que nascem da barriga da mãe mamam por um determinado tempo, o contrário dos que nascem de ovos, pois estes não mamam.
Isto nos mostra cada vez mais o quanto nós professores devemos explorar os saberes dos nossos alunos para não chegarmos à sala com aulas prontas na ilusão de estarmos trazendo algo novo. A partir desta ação (diálogo, questionamentos e reflexão), podemos propor aos nossos alunos que digam o que desejam saber sobre o objeto de estudo, bem como podemos instigá-los a irem além na busca de informações, pois sempre podemos ampliar nossos conhecimentos e seria desperdício se continuássemos negando a bagagem que os alunos trazem consigo e permanecer falando "transmitindo" conhecimentos que os mesmos já estão cansados de ter. Temos consciência de que nosso papel não deve ser o de transmissor do saber e sim sermos os mediadores para que este saber se amplie conforme o interesse de nossos alunos.
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CONTEÚDOS CONSTRUÍDOS X PRÉ ESTABELECIDOS
sábado, abril 24, 2010
AÇÕES E REFLEXÕES
Como solicitado pela professora Bea, coloco nesta postagem minha reflexão sobre a prática docente na primeira semana de estágio, prática descrita na postagem de 21/04.
Esta primeira semana foi muito produtiva e eu enquanto professora pude constatar que ao trabalhar de forma integrada propiciei aos meus alunos momentos de muito diálogo nos quais pude observar os conhecimentos prévios que cada um possuía sobre o tema de meu projeto ao mesmo tempo em que desenvolvia atividades de outras áreas do conhecimento.
Estas ações vieram a confirmar que as áreas do conhecimentos podem e devem ser trabalhadas de forma concomitante e jamais de forma isolada, pois os alunos precisam desenvolver suas habilidades de forma integral. Estes alunos não são, como bem sabemos, tabulas rasas, nos quais devemos “depositar” o saber e, por este motivo, através de atividades prazerosas devemos investigar seus conhecimentos prévios para assim descobrir qual será o ponto de partida para ampliar o conhecimento que já possuem, levando em consideração que a aprendizagem no seu real sentido ocorre somente quando os educandos buscam, constroem seu saber mediados pelo professor.
Esta primeira semana foi muito produtiva e eu enquanto professora pude constatar que ao trabalhar de forma integrada propiciei aos meus alunos momentos de muito diálogo nos quais pude observar os conhecimentos prévios que cada um possuía sobre o tema de meu projeto ao mesmo tempo em que desenvolvia atividades de outras áreas do conhecimento.
Estas ações vieram a confirmar que as áreas do conhecimentos podem e devem ser trabalhadas de forma concomitante e jamais de forma isolada, pois os alunos precisam desenvolver suas habilidades de forma integral. Estes alunos não são, como bem sabemos, tabulas rasas, nos quais devemos “depositar” o saber e, por este motivo, através de atividades prazerosas devemos investigar seus conhecimentos prévios para assim descobrir qual será o ponto de partida para ampliar o conhecimento que já possuem, levando em consideração que a aprendizagem no seu real sentido ocorre somente quando os educandos buscam, constroem seu saber mediados pelo professor.
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