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quinta-feira, maio 07, 2009

REFLEXÕES SOBRE NEES

No fórum da interdisciplina Educação de Pessoas com Necessidades Especiais foi nos colocado as seguintes questões para debatermos:


a) O que consideramos formação para trabalhar com alunos com necessidades especiais?
b) Como acreditamos ou pensamos que se dê o processo de aprendizagem desses alunos?

Achei viável colocar neste espaço o que penso sobre estas questões, segue abaixo as minhas considerações sobre este assunto.


No meu ponto de vista, a formação para trabalhar com alunos com necessidades especiais é ter especialização nesta área, conhecendo não só as deficiências, mas também saber a forma mais adequada para trabalhar com alunos portadores das mesmas, para assim ter segurança nas metodologias utilizadas. Se, ao menos tivéssemos na escola palestras com especialistas para sermos orientados, ouvidos, amenizaria nossa angústia.
Entendo como primordial, o atendimento deste aluno não apenas por parte do professor, mas como um trabalho em conjunto: professor, especialista, família, escola e Estado (que deveria fornecer às escolas com alunos com NEES sala de recursos, intérprete -se fosse o caso) para o desenvolvimento dete aluno como um todo.
Concluo que, enquanto o professor contar apenas com sua boa vontade, sem todo o aparato necessário, permaneceremos \" incluindo\" estes alunos com NEES apenas no espaço físico (que ainda pode estar adaptado a ele ou não) e sua aprendizagem cognitiva e ou psicomotora não se desenvolver como deveria. Acredito que a aprendizagem de alunos com NEES ocorre, devido as suas deficiências, de forma gradativa e lenta, com algumas limitações.
OBS: O trabalho desenvolvido com estes alunos deve ser permeado de muito diálogo e encontro com o especialista que os trata / acompanha ( neuro, fono, psicopedagoga...), não se resumindo em pareceres do professor quanto a postura do aluno a ser enviado a tal especialista, sem o retorno do mesmo para as possíveis soluções das dificuldades encontradas por estes alunos ( dicas para o professor tentar desenvolver as habilidades destes).

sexta-feira, abril 10, 2009

NECESSIDADES ESPECIAIS, PESSOAS ESPECIAIS!




Estes são meu pai e meu irmão, ambos são pessoas com necessidades especias.
Meu pai aos cinco anos de idade passou a usar prótese no olho devido a um acidente e durante a infância não frequentou a escola por seus pais acharem que não deveria forçar a visão do outro olho. Mas aos 12 anos de idade fez a primeira série onde aprendeu a ler e realizar as 4 operações. Aos 35 anos manifestou-se nele uma doença degenerativa dos músculos chamada de Síndrome de Duchenne, mesmo com esta doença, que aos poucos foi o debilitando, continuou a trabalhar e, hoje, mesmo utilizando de cadeira de rodas, faz seus quitutes (era padeiro)para a família. Meu irmão aos 14 anos passou a ter que conviver com o mesmo problema, pois a doença é hereditária. Meu pai o estimulou a continuar estudando. Após concluir o 2º grau, meu irmão prestou concurso municipal de Alvorada para secretário de escola e foi nomeado em seguida, mais tarde prestou concurso para o Banrisul, aí utilizando a cota para portadores de necessidades especiais,passando em 1º lugar! Hoje, após fazer cursos e prestar novo concurso, subiu de cargo e teria que ser transferido para a agência de Gramado, pois na qual ele trabalha o cargo já estava lotado, porém, por serem informado que a agência de lá não estava adaptada para ele, permanece na Agência de Alvorada que já está de acordo às suas necessidades, pois fizeram um estacionamento privativo para ele próxima a rampa de acesso;sua sala que era no 2º andar e o acesso era apenas pela escada e, ao perceberem que com o tempo sua dificuldade em subí-la foi aumentando, colocaram-no no térreo.
Tanto meu irmão quanto meu pai são os motivos de orgulho para mim e toda minha família, pois cada um ao seu modo, mostraram-se guerreiros conseguindo seus espaços e mostrando aos demais que as dificuldades existem, mas que devem ser encaradas de frente e que não se deve desistir perante os obstáculos que a vida impõe.
Concluo dizendo que eles são especiais não apenas em suas necessidades, mas também por terem um coração generoso, por demonstrarem uma auto-estima acima do normal: estão sempre rindo, brincando...
Aí me pergunto: Como pode existir pessoas que se lastimam, que vivem reclamando da vida e de seus "problemas" que muitas vezes não são tão grandes! Sempre quando penso em meus problemas, me policio, pois tenho a eles como meus modelos a serem seguidos.