Como já relatei na postagem anterior, lecionei em uma escola da rede pública estadual onde havia uma classe para surdos e na qual ocorreu a polêmica sobre a inclusão deste alunos nas turmas do ensino fundamental final.
Decidi entrar em contato com uma amiga que ainda leciona nesta escola para saber se já houve a inserção. Ela me relatou que iniciará no ano que vem a inclusão de 2 alunos desta turma na 5ª série, que o Estado propiciou a uma professora de Letras o curso intensivo de LIBRAS com duração de 2 semanas e, que esta professora deverá repassar aos interessados em trabalhar com estes alunos, porém, até o presente momento, ninguém havia se manifestado.
Percebo neste fato a evidência de como há relutância em aceitar este desafio. E me questiono: se a anos atrás alegavam não estarem preparados, porque não aceitam esta possibilidade de iniciar esta caminhada em busca da preparação?
Acredito que 2 semanas não seja o suficiente para estar preparado e seguro, mas é o início, o primeiro passo para haver comunicação e, no dia-a-dia, na interação, na prática é que se ampliará o conhecimento, a compreensão e o aprendizado.
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segunda-feira, outubro 12, 2009
O NOVO GERA INSEGURANÇA
Lecionei a alguns anos atrás em uma escola da rede pública estadual situada em Viamão,onde havia uma turma de surdos, com um professor que possuía graduação em LIBRAS. Este professor permaneceria com esta turma de alunos até concluírem as séries iniciais e após seriam inseridos nas turma de ouvintes.
Recordo-me do dia em que este professor, em uma reunião comunicou este fato aos demais professores, os quais demonstraram suas angústias, pois nenhum deles sabia a língua brasileira de sinais e temiam não se fazer entender e ao mesmo tempo não enterem estes alunos. Como se daria a aprendizagem visto que a comunicação seria difícil? Disseram não estar preparados para recebê-los. Então, o professor da turma de surdos finalizou com a seguinte pergunta para a reflexão: E os pais destas crianças surdas, foram preparados para recebê-los?
Compreendia os temores detes professores, pois tudo o que é novo, desconhecido gera insegurança, é natural do ser humano. Mas, somente hoje, tendo esta interdisciplina que me possibilitou assistir ao filme "Seu nome é Jonas" é que pude entender o questionamento lançado poor aquele professor a anos atrás. Pois no filme a convivência entre Jonas e seus pais era difícil pela comunicação não se efetivar, o que gerava angústia. Mas com o passar do tempo, os desafuios(obstáculos) foram superados. É convivendo com as diferenças que as dificuldades gradativamente vão diminuindo.
Assim como aquela mãe no dia-a-dia, juntamente com seu filho que também não conhecia a língua brasileira de sinais por ter sido privado do contato com a sociedade durante 3 anos, aprendeu LIBRAS ao passarem a conviver com os demais surdos, nós professores poderemos aprender esta linguagem.
Enquanto houver resistência e preferirmos manter esta realidade longe de nós, como se ela não existisse, permaneceremos leigos e com a concepção ingênua de que interagir com surdos é impossível.
Recordo-me do dia em que este professor, em uma reunião comunicou este fato aos demais professores, os quais demonstraram suas angústias, pois nenhum deles sabia a língua brasileira de sinais e temiam não se fazer entender e ao mesmo tempo não enterem estes alunos. Como se daria a aprendizagem visto que a comunicação seria difícil? Disseram não estar preparados para recebê-los. Então, o professor da turma de surdos finalizou com a seguinte pergunta para a reflexão: E os pais destas crianças surdas, foram preparados para recebê-los?
Compreendia os temores detes professores, pois tudo o que é novo, desconhecido gera insegurança, é natural do ser humano. Mas, somente hoje, tendo esta interdisciplina que me possibilitou assistir ao filme "Seu nome é Jonas" é que pude entender o questionamento lançado poor aquele professor a anos atrás. Pois no filme a convivência entre Jonas e seus pais era difícil pela comunicação não se efetivar, o que gerava angústia. Mas com o passar do tempo, os desafuios(obstáculos) foram superados. É convivendo com as diferenças que as dificuldades gradativamente vão diminuindo.
Assim como aquela mãe no dia-a-dia, juntamente com seu filho que também não conhecia a língua brasileira de sinais por ter sido privado do contato com a sociedade durante 3 anos, aprendeu LIBRAS ao passarem a conviver com os demais surdos, nós professores poderemos aprender esta linguagem.
Enquanto houver resistência e preferirmos manter esta realidade longe de nós, como se ela não existisse, permaneceremos leigos e com a concepção ingênua de que interagir com surdos é impossível.
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