

Realizei com minha turma a atividade proposta na interdisciplina Questões étnico-raciais na educação, que era a construção de um mosaico étnico-racial,tendo como objetivo, sensibilizar acerca das diferenças que compõem os grupos familiares e grupos de convivência.
Como na série com a qual trabalho (2º ano)tem como conteúdo a família, pedi que trouxessem fotos da família para a construção de mosaico.
Nesta atividade pude conhecer a estrutura familiar de meus alunos e fazê-los perceber com qual parente se assemelhavam fisicamente.
Com o relato das descendências foi oportunizado aos alunos que conhecessem um pouquinho de suas origens, vendo que somos frutos
da miscigenação e que não devemos discriminar alguém por ser "diferentes" de nós.
Além do mosaico, solicitei como fechamento que fizessem a reprodução em desenho da família, nesta etapa, mesmo conversando muito sobre o assunto, um de meus alunos afrodescendente deixou as pessoas brancas (sem pintar). Neste caso, ao mostrar-me o sua produção indaguei quanto ao seu tom de pele comparando com a minha:"olha só, você é mais moreninho, o que acha de pintar de marrom?", então voltou para sua mesa e assim o fez. Já um outro aluno, também afrodescendente, pintou a si e toda a sua família de rosa salmão (conhecida por eles como "cor de pele"). Com este preferi não interferir. Em qual dos dois casos agi corretamente?
Percebi aí uma relutância em aceitar-se e aceitar suas origens, isto será fruto das discriminações/preconceitos fortemente demonstrados antigamente? Ou seja, são marcas deste preconceito passado de geração pra geração, alimentados dentro do ambiente familiar?
OBS: Agora me surgiu uma questão interessante para trabalhar em sala de aula: Porquê a cor rosa salmão é conhecido entre os alunos como cor de pele, se existem tonalidades diferentes de pele?!
Um comentário:
Roseane, estás trabalhando a mil em sala de aula. O que eu mais gostei foi a pergunta que resultou do trabalho. Notas a profundidade dela? Vais mexer em um vespeiro mas acho que vai valer a pena!! Lembro muito de um colega que sempre dizia que tal coisa sulava o trabalho dele, como contraposição ao nortear que vem do Norte, onde o maiorial (EU)se localiza. temos que fazer aparecer essas aceitações sem crítica que encerram, por trás, uma mesnagem sub liminar aprisionadora.
Um abração e parabéns!!
Bea
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