



A areia passa...
Passa a areia e assim se repete o interminável ciclo da vida
Que vai além do nosso próprio tempo
Do nosso real entendimento.
O olhar angustiado
Vigia a lenta areia a mudar de plano
A marcar o tempo
A cobrar respostas.
Vira-se a ampulheta e volta a se contar o tempo.
A estreitar os minutos que nos separam da eternidade.
Os anos passam
Passamos nós e a ampulheta continua...
O seu interminável e lento processo de decretar sentenças.
Finalizando, aqui vai com minha poesia, minhas palmas, meu carinho e meus respeitos.
Artur Rodrigues
Escritor e editor da Litteris Editora
E-mail arturrodrigues@litteris.com.br
Site: WWW.com.br
Esta poesia vem traduzir os sentimentos que me acompanharam até dias atrás, pois minha angústia aumentava a cada dia e a cada minuto de aula, pois sentia que o tempo estava passando e não encontrava o fio condutor para iniciar minha arquitetura. Tinha consciência de que não teria a possibilidade de construir uma arquitetura sem uma questão capaz de instigar meus alunos. Mesmo assim não poderia esquecer que o tempo não pára e que as cobranças são feitas na medida em que o tempo vai se esgotando, pois vivemos de prazos (em todos os setores) e temos muitas vezes que correr contra a máquina para que possamos dar conta. Mas muitas das nossas ações dependem de outrem e, no caso desta arquitetura, dependia de uma situação que a meu ver deveria surgir em sala de aula e não fluiu tão rapidamente.
Sentia-me de mãos atadas, mas atenta a qualquer sinal para dar início à construção desta arquitetura.
As cobranças vieram e mesmo correndo atrás da máquina sei que as duas postagens que fiquei em débito não serão recuperadas, pois o combinado era no mínimo uma por semana e que não seria aceito postagens acumuladas.
Como o tempo não volta atrás, terei que a partir de agora ser constante nas reflexões aqui postadas, mas tendo a questão escolhida e aos poucos sendo desenvolvida torna-se mais fácil, pois só podemos refletir quando as idéias são postas em prática, o contrário do que refletir sobre algo que ainda não é concreto.
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